A modernidade de Oslo, capital da Noruega, com seus arranha-céus de concreto e vidro, contrasta bastante com a paisagem bucólica do interior da Noruega, onde as principais atrações são, ao norte, a aurora boreal e, ao Sul, os fiordes. O Norte se estende por uma estreita faixa de terra – tomada de gelo a maior parte do ano. É lá, no extremo do país, próximo ao Círculo Polar Ártico, que, no auge do verão, o sol nunca se põe, no inverno, a noite nunca acaba, e as auroras boreais dançam pelos céus. Mais ao Sul, um pouco menos castigada pelo frio, embora as temperaturas possam chegar a vinte graus negativos entre dezembro e fevereiro. No Sul estão localizadas as cidades mais belas: Alesund, Berguen e Stavanger.
Oslo no verão e no inverno
No verão: a temperatura é sempre agradável. Os dias são mais longos e a temperatura média é de vinte graus. Ao redor do fiorde, que contorna Oslo, existem mais ou menos 300 pequenas ilhas. Algumas são muito frequentadas por suas belas praias, por uma bela vegetação e por encantarem pela natureza como os alces.
No inverno: quando a temperatura desce frequentemente até quinze graus negativos, os habitantes de Oslo calçam suas botas, mesmo depois de horas dentro de um escritório, para esquiar nas cercanias da capital. À noite, as pistas de esqui são iluminadas como grandes avenidas.
Noruegueses descendentes dos vikings
Os vikings, habitantes do norte da Europa são homens fortes, brancos, olhos azuis e barba ruiva. Hoje, seus descendentes são os noruegueses, dinamarqueses, islandeses e suecos. Povo dedicado ao comércio marítimo e foram grandes navegadores. No final do século VII, começaram a fazer conquistas iniciando pelos países do Mar Báltico. Primeiramente, saquearam mosteiros por eles possuírem bens, riquezas e, pelo motivo, chegaram a matar os monges. Criaram, assim, um verdadeiro terror por onde passavam deixando o século VIII em atitude de defesa.
A religião dos vikings
Possuíam uma variedade de deuses, crenças e seres míticos: elfos, anões, dragões e gigantes. Mas, apesar de serem saqueadores e contra os cristãos, ajudaram a espalhar o cristianismo. Criavam vilas onde comandavam e elegeram reis. Estes, por estarem em contato com o povo dos locais, foram aceitando a religião. Os vikings acabaram sendo cristianizados pelo século X. Hoje, na Noruega a religião oficial é o Luteranismo com apoio estatal. Os habitantes pagam uma taxa anual para o sustento de suas igrejas. Fazem esse gesto com muita boa vontade.
Sua herança religiosa
A partir da cristianização dos vikings, estes começaram a construir belíssimas igrejas em madeira. Elas podem ser encontradas em toda a Escandinávia, principalmente no interior da Noruega. De estilo próprio, pois são muito diferenciadas dos templos de outras religiões. Elas são de madeira de alta qualidade, de cor escura, somente com a porta de entrada. Não são espaçosas e poderiam ser consideradas como umas capelas. O teto é uma sobreposição de telhados, também em madeira. Chegam a ter de cinco a seis sobreposições de cobertura em forma de triângulos em ponta. Muitas resistem ao tempo, pois são de 800 ou 900 anos. Algumas, muito bem conservadas, imperam na paisagem dos interiores do país e encantam pela beleza.
A monarquia norueguesa é a mais jovem da Europa
Por mais de quinhentos anos, a Noruega não teve um rei próprio. Entre o século XIV e 1905, o país foi governado pela Dinamarca e, depois, pela Suécia. Em 1905, seu parlamento decidiu romper com a Suécia e ofereceu a coroa ao príncipe dinamarquês Carlos, que reinou com o nome de Haakon VII. Ele se comprometeu a respeitar a Constituição, considerada a mais liberal do mundo. A Lei Magna sueca foi elaborada, em 1814, na época em que o país se libertou do jugo dinamarquês para, logo depois, recair sob o domínio sueco.
Em 1940, quando as tropas de Hitler invadiram a Noruega, Haakon VII, o príncipe herdeiro Olavo e toda a administração do reino deixaram a capital algumas horas antes da entrada dos alemães. Embora, tenham se recusado a colaborar com as forças ocupantes, após a capitulação de 1940 tiveram de partir para Londres. Ali, Haakon estabeleceu seu governo de exílio e organizou a resistência norueguesa.
Fuga da família real
A rainha Märtha e seus filhos fugiram para a Suécia e, alguns meses depois, se refugiaram nos Estados Unidos. O príncipe Olavo retornou à Noruega em maio de 1945 – acabada a Guerra. Em junho do mesmo ano, toda a família real se juntou a ele. Essa atitude reforçou ainda mais a fidelidade dos noruegueses a seu soberano, Harald V, que reina desde 1991, até então. É bastante popular. Nascido em 1937, é o primeiro soberano, em mais de quinhentos anos, nascido em solo norueguês.
A Noruega e a família real
O Rei Harald, que sucedeu seu pai o Rei Olavo V, ainda é o Soberano – casado desde 1968 com a Rainha Sonja. É uma monarquia constitucional onde o Rei é o Chefe de Estado e da Igreja, mas é governada por um Primeiro Ministro eleito pelo povo. Desde 2021, o Primeiro Ministro é Jonas Gahrstore. O casal tem dois filhos: Haakon, o Príncipe Herdeiro, e a princesa, que é a filha mais velha, Märtha Louise. A princesa Märtha Louise deveria ser a futura rainha da Noruega – ela é a primogênita. Mas, o Rei a deserdou, pois ela se encantou por um americano negro que defende a doutrina Xamã, contrariando a família. Ela pareceu não se importar e seguiu o marido inclusive como missionária Haakon. O Príncipe Herdeiro, está casado com Mette Marit – mãe solteira de Marius Borg. Este foi acolhido, desde a infância pela Família Real. Mas a sua vida é desregrada e cheia de escândalos, que o leva a muitos problemas e a Família Real a ser mencionada, seguidamente, nos jornais e nas manchetes policiais. A Doutrina Xamã possui muitos rituais ligados à comunicação com espíritos e com elementos da natureza.
Conclusão
O modelo de vida escandinavo, onde a Noruega pertence, é visto com admiração e respeito: seus países possuem as sociedades mais justas, liberais, tolerantes e menos discriminadoras do mundo. Desenvolveram, com seriedade, a educação, o amor pelo saber e a harmonia nos espaços de vida. Sem conflitos violentos, alguns conservam suas velhas monarquias, muito populares em pleno funcionamento democrático. Outros escolheram a via republicana. A imposição de regras comuns a todos não se traduziu em dureza de sentimentos, mas porque a sabedoria escandinava permite uma grande liberdade de costumes.