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Saúde

Hepatite A é transmitida por água e alimentos contaminados

Doença infecciosa pode ser evitada com vacina e bons hábitos de higiene

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Com prevenção, diagnóstico precoce e os cuidados adequados, é possível evitar complicações e garanti
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A hepatite A é uma doença infecciosa causada pelo vírus da hepatite A (HAV), que provoca inflamação no fígado. Embora em muitos casos seja assintomática, pode causar sintomas incômodos como fadiga intensa, febre, dor abdominal e pele amarelada. A transmissão ocorre principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados com fezes de pessoas infectadas. Apesar de geralmente ter evolução benigna, a doença pode, em casos raros, se agravar.

Formas de transmissão

A hepatite A é transmitida principalmente por via oral-fecal, ou seja, quando uma pessoa ingere alimentos ou água contaminados com fezes contendo o vírus. A falta de higiene ao preparar alimentos, o consumo de água não tratada e o contato próximo com pessoas infectadas são fatores de risco importantes. A doença também pode ser contraída por meio de relações sexuais, especialmente em práticas como sexo anal ou oral-anal com indivíduos contaminados.

Além disso, há maior risco de transmissão em ambientes com muitas pessoas, como abrigos, instituições correcionais e em locais com saneamento básico precário. Viagens para regiões com alta ou média endemicidade da doença também elevam as chances de infecção.

Sintomas

Os sintomas da hepatite A podem aparecer entre 15 e 40 dias após o contato com o vírus. Os sinais mais frequentes incluem cansaço excessivo, dor de cabeça, enjoo e vômitos, febre baixa, dor na barriga, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras e perda de apetite.

Em muitos casos, a doença pode passar despercebida, sendo identificada apenas por meio de exames laboratoriais.

É uma doença grave?

Geralmente, a hepatite A tem um curso leve e autolimitado, com cura espontânea na maioria dos casos. No entanto, em situações raras, pode evoluir para hepatite fulminante, uma condição grave em que o fígado perde rapidamente sua função, exigindo cuidados médicos urgentes.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito por um médico hepatologista, gastroenterologista ou clínico geral. Ele avalia os sintomas e solicita exames de sangue para confirmar a infecção. O teste mais comum é a pesquisa do anticorpo anti-HAV IgM, que identifica a infecção recente. Outros exames complementares, como o PCR e as dosagens de enzimas hepáticas (TGO e TGP), podem ser solicitados para avaliar a função do fígado.

Tratamento e cuidados complementares

Não existe um tratamento específico contra o vírus da hepatite A. O foco do cuidado médico é aliviar os sintomas. Analgésicos e antieméticos são os medicamentos mais utilizados. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em até 10 dias, e a recuperação total ocorre dentro de dois meses.

Cuidados complementares incluem repouso, hidratação, alimentação saudável e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Esses cuidados ajudam o organismo a se recuperar mais rapidamente.

A hepatite A tem cura?

Sim, a hepatite A tem cura. O próprio sistema imunológico costuma combater o vírus, e após a recuperação, a pessoa adquire imunidade duradoura contra a doença.

Vacina e prevenção

A vacina contra a hepatite A é altamente eficaz e está disponível gratuitamente no SUS para bebês a partir de 12 meses. Também pode ser administrada em clínicas particulares para crianças, adolescentes, idosos e gestantes.

Além da vacinação, a prevenção depende de hábitos de higiene e cuidados com alimentos e água:

- Lavar bem as mãos após usar o banheiro, trocar fraldas ou antes de cozinhar;

- Cozinhar bem carnes, peixes e frutos do mar;

- Lavar alimentos crus com água potável e deixá-los de molho por 30 minutos;

- Utilizar utensílios limpos;

- Evitar locais com água contaminada, como enchentes, valões e esgotos;

- Beber apenas água filtrada ou fervida;

- Usar preservativos e higienizar bem o corpo antes e depois de relações sexuais.

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