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Opinião

Projeto “Heranças e sabores: a culinária dos imigrantes”

Por Vanessa Zoraski, professora do 3º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Medianeira

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Projeto Heranças e Sabores - a culinária dos imigrantes.jpeg
Por Vanessa Zoraski
Foto Divulgação

Entre receitas, aromas e lembranças de família, os estudantes dos 3ºs anos do Ensino Fundamental do Colégio Marista Medianeira mergulharam em uma experiência que uniu conhecimento, memória e afeto. A proposta, intitulada “Heranças e Sabores: a culinária dos imigrantes”, foi desenvolvida ao longo do primeiro semestre de 2025 e envolveu não só as crianças, mas também seus familiares em um movimento de partilha e pertencimento.

Durante os estudos sobre a formação da cidade de Erechim, os estudantes descobriram a presença marcante de diferentes povos imigrantes na construção da identidade local. Entre os grupos que mais se destacaram nesse processo estão os italianos, alemães, poloneses e israelitas. Com esse olhar voltado para as origens, surgiu o desejo de conhecer mais profundamente a cultura desses povos, por meio de algo que atravessa gerações e fala direto ao coração: a culinária.

Cada criança foi convidada a pesquisar, junto de sua família, uma receita típica relacionada a um desses povos. A proposta ia além da escolha de ingredientes e modos de preparo. O que se buscava eram as histórias por trás dos pratos, os momentos em que costumam ser preparados, os vínculos afetivos que os acompanham. Com carinho, as famílias participaram do processo, ajudando os filhos a prepararem os pratos e organizarem suas apresentações.

O momento de partilha foi um dos pontos mais marcantes da proposta. As crianças apresentaram seus pratos e compartilharam suas descobertas com a turma. A sala de aula se transformou em um espaço vivo de cultura, onde sabores e histórias se entrelaçaram de forma sensível. Cada fala carregava uma memória, uma tradição ou uma curiosidade que fez o conhecimento ganhar vida.

“Heranças e sabores” mostrou que aprender também é sentir. Ao olhar para a cultura de forma tão próxima, os estudantes puderam perceber o valor das raízes que nos formam. Foi uma vivência que uniu gerações, fortaleceu vínculos e deixou, em todos nós, o sabor bom de aprender com sentido, afeto e presença.

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