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Opinião

Resignação X Aceitação (Parte II)

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Por União Municipal Espírita

Resignar-se significa aceitar?

Aceitação

No Dicionário on-line de Português, encontramos o termo aceitar como “ação de receber aquilo que lhe é ofertado”; “receptividade”.

Devemos entender, diz Mauro Kwitko, que trazemos conosco débitos do passado e que, portanto, não é saudável nos magoarmos, nos destruirmos, nos revoltarmos, nos desesperarmos e agirmos com violência diante dos fatos que nos agridem, de uma forma ou de outra.

De Sérgio Lopes, já mencionado, extraímos uma constatação:

“Uma das grandes ilusões da modernidade é a pessoa desejar felicidade o tempo todo. Quando surgem pequenos infortúnios, naturais na existência de qualquer pessoa, o indivíduo julga que a vida está errando com ele, como se apenas coisas boas pudessem lhe acontecer”.

“Quando acontece algo ruim com os outros - continua Sérgio -, achamos normal. Quando acontece com a gente, não gostamos”.

Na questão 920 de O Livro dos Espíritos, quando questionados por Kardec sobre a existência de momentos de felicidade completa na Terra aos seres humanos, Benfeitores respondem que isso não é possível, mas que podemos, sim, amenizar esse sofrer.

Resignação X Aceitação

Há diferença sim, entre Resignação e Aceitação.

Efeitos de quem se resigna

Resignar-se não deve ser interpretada como apologia à tristeza, à fome, à miséria, à pobreza, ao sofrimento, à injustiça social, como exemplifica Mauro Kwitko, e esperar que no futuro tudo se resolva.

Quando nos resignamos, podemos interpretar como: entendemos as razões das aflições; mas quando aceitamos essas razões, surge a oportunidade de buscarmos formas de amenizá-las, transformando esses revezes em oportunidades de evolução, através de ações no Bem (trabalho voluntário, ajuda ao próximo...)

(Próximo tema: Resignação X Aceitação – Parte III)

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