Uma boa noite de sono é fundamental para a saúde física e mental. Dormir mal com frequência pode comprometer o humor, a memória, a concentração e até o sistema imunológico. Entre as causas mais comuns da insônia estão problemas emocionais, distúrbios do sono e hábitos inadequados antes de dormir.
Ansiedade
A ansiedade é uma das principais causas da dificuldade para adormecer ou de despertares noturnos. Situações que geram preocupação ou medo podem ativar um estado de alerta no corpo, impedindo o relaxamento necessário para o sono. Em casos mais graves, pode indicar transtornos como a ansiedade generalizada ou síndrome do pânico.
Criar um ambiente relaxante e tomar chás calmantes, como camomila ou valeriana, pode ajudar. Quando os sintomas persistem, é importante procurar ajuda médica.
Estresse
O estresse intenso, causado por pressões no trabalho, perdas ou mudanças na rotina, aumenta os níveis de cortisol, hormônio que dificulta o sono. Esse desequilíbrio atrapalha o ritmo natural do corpo, dificultando adormecer ou mantendo o sono leve e fragmentado.
Praticar atividades prazerosas e reorganizar o tempo são medidas iniciais. Em casos severos, é indicado buscar apoio de um clínico geral ou psiquiatra.
Depressão
Pessoas com depressão podem dormir menos, mais ou de forma irregular. A tristeza constante, desânimo e sentimentos de desesperança também afetam a qualidade do sono.
O tratamento deve ser acompanhado por um psiquiatra e pode incluir psicoterapia e uso de antidepressivos como fluoxetina, citalopram ou amitriptilina.
Síndrome do atraso da fase do sono
Mais comum entre adolescentes e jovens adultos, essa síndrome atrasa o início do sono e, consequentemente, o horário de despertar. Embora o sono seja, em geral, reparador, ele interfere no desempenho diário e nos compromissos matinais.
A exposição à luz intensa pela manhã e o uso de melatonina no fim da tarde podem ajudar, sempre com acompanhamento médico.
Consumo excessivo de cafeína
Bebidas com cafeína, como café, refrigerantes ou energéticos, estimulam o sistema nervoso e dificultam o sono, principalmente quando consumidas no fim do dia.
Evitar a ingestão de cafeína pelo menos seis horas antes de dormir e optar por chás relaxantes à noite.
Cochilos durante o dia
Dormir à tarde ou cochilar por períodos longos pode prejudicar o sono noturno, levando a dificuldade para adormecer ou sono de má qualidade.
Limitar os cochilos a no máximo 30 minutos e preferencialmente no início da tarde.
Uso excessivo do celular
Celulares, tablets e computadores emitem luz que inibe a produção de melatonina, hormônio que induz o sono, e estimulam o cérebro, dificultando o relaxamento.
Evitar o uso de aparelhos eletrônicos por pelo menos 30 minutos antes de dormir.
Apneia do sono
Caracterizada por paradas respiratórias durante o sono, a apneia causa roncos e despertares frequentes. Também leva à sonolência diurna, dor de cabeça e irritabilidade.
O tratamento deve ser feito com um médico especialista, que pode recomendar o uso de CPAP ou cirurgia, em casos mais graves.
Menopausa
Na menopausa, a queda na produção de estrogênio pode causar insônia, ondas de calor e suores noturnos, afetando diretamente o sono das mulheres.
O ginecologista pode orientar sobre o tratamento, que pode incluir reposição hormonal.
Andropausa
A queda nos níveis de testosterona nos homens também pode causar alterações no sono, além de sintomas como irritabilidade, calor e diminuição da libido.
O urologista pode indicar a reposição hormonal, se for adequada ao caso, exceto em homens com câncer de próstata.