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Opinião

Resignação X Aceitação (Parte III)

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Por União Municipal Espírita Erechim

Efeitos de quem aceita

Mauro traz duas situações que ajudam melhor entender a diferença entre resignação e aceitação.

“Quem aceita - diz ele -, que as pessoas encarnadas estão em graus diferentes de evolução não se entristece, não se magoa com o que lhe fazem, pois entende que um baixo nível evolutivo de alguém se reflete nas suas atitudes. Mas quem não aceita, sofre com isso, e como todo sofrimento implica em estar-se equivocado, não adianta resignar-se e sofrer”. Em outras palavras: conformar-se e sofrer.

Outro exemplo citado por Kwitko:

“Quem sofre no relacionamento com alguém e diz que isso é o seu carma (denotando resignação) está completamente errado, pelo simples fato de estar sofrendo. ”

O que Deus espera de nós é que sigamos adiante, com a disposição de melhorar a paisagem de nosso íntimo, para que se reflita no próximo. Essa a lei de progresso!

É preciso, aceitar, sair das situações que nos afligem “...com inteligência, competência, honestidade, sem acomodamento, sem desespero”, como diz ele.

Era a isso que se referiam os Espíritos ao responderam à questão 920 já citada: buscar formas de amenizar o sofrer. Cada um saberá escolher o que melhor pode oferecer para si mesmo e, consequentemente, para os outros.

A promessa feita por Jesus

Quando Jesus afirmava, “Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”, não dizia que deveríamos ser felizes durante o sofrimento, mas era a promessa de que no futuro, encontraríamos a consolação por temos vencido o sentimento de insatisfação, de revolta que nos assolam quando estamos sofrendo.

Porque não buscarmos agora essa consolação para nossos males, ao invés de dependermos do esforço alheio, de terapeutas, de religiões, da ajuda dos amigos desencarnados?

De que forma podemos superar as aflições?

Primeiro, com resignação; segundo com aceitação; terceiro, com paciência; quarto, com ações que irão nos impulsionar para sermos autossuficientes.

Na interpretação de Mauro, “os que sofrem hoje, serão consolados quando retornarem à Pátria espiritual”.

“Mas, precisarão aprender a não mais sofrerem quando reencarnarem novamente”.

“Precisarão aprender que, muitas vezes, numa encarnação, passamos por situações de miséria, de sofrimento, como consequência de nossos atos em encarnações anteriores”.

Tais revezes, diz ele, devem ser suportados, como forma de crescimento em amor, em moral, na ética. Senão, continuaremos sofrendo...

 

(Próximo tema: Resignação X Aceitação – Parte IV)

 

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