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Opinião

Cura, Amor e Reconexão

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Cura, Amor e Reconexão
Por Lucy Strada
Foto Lucy Strada

Vivemos em um mundo que nos empurra para seguir em frente a qualquer custo. Mas há momentos em que a vida — ou o céu — nos convida a parar. Refletir. Sentir. Com Quíron retrógrado em Áries e Vênus transitando por Câncer, atravessamos agora um período que fala de cura, confiança e abertura emocional. Um chamado para fazer as pazes com o que foi e se preparar para o que pode ser.

 

Feridas que servem como portas

Todos carregamos marcas emocionais que, em algum momento, se transformam em bloqueios. Medo de rejeição, vergonha de não sermos bons o bastante, lealdades inconscientes ao passado... São essas dores, muitas vezes silenciosas, que moldam nossos relacionamentos e limitam nossa capacidade de amar — inclusive a nós mesmos.

Mas essas mesmas feridas podem ser caminhos de transformação. Ao reconhecê-las, damos um passo rumo à autonomia emocional. Crescer é, também, acolher a dor com consciência e transformá-la em sabedoria.

 

Vênus em Câncer: laços que nutrem

De 31 de julho a 25 de agosto, o trânsito de Vênus em Câncer traz à tona temas ligados ao cuidado, ao afeto e às raízes emocionais. A busca por segurança afetiva se intensifica, assim como o desejo de criar vínculos mais profundos e reais. É tempo de ouvir com empatia, demonstrar carinho e revisitar afetos importantes — inclusive os que pareciam perdidos.

Amar, agora, é nutrir. É estar presente sem sufocar, respeitar sem se anular. É permitir que o outro seja quem é, enquanto cultivamos nosso próprio jardim interior.

 

A nova base do amor

O amor verdadeiro começa na relação que temos conosco. A maturidade emocional se revela quando deixamos de esperar perfeição — do outro e de nós mesmos — e passamos a agir com presença e responsabilidade afetiva.

É tempo de criar um espaço interno seguro, acolhedor e pacífico. Ao fazer isso, ficamos mais disponíveis para relações sinceras, onde há liberdade, cuidado e crescimento mútuo.

 

Permita-se amar de novo

Este ciclo é um convite para soltar o passado, confiar no presente e abrir-se ao inesperado. Fazer as pazes com o que foi não significa esquecer, mas integrar. E quando isso acontece, o amor encontra caminhos surpreendentes para florescer.
Quando acolhemos nossas emoções com maturidade, abrimos espaço para relações mais verdadeiras.

 

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