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Economia

Liderança e cultura de segurança foi tema de palestra da Cooperalfa

A palestra marcou o início de uma nova fase na cooperativa: a segurança como pauta permanente nas reuniões mensais

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Por Assessoria
Foto ASCOM

 Como construir ambientes mais seguros dentro das organizações? A resposta passa, inevitavelmente, pela atuação da liderança. E foi com esse foco que a Cooperalfa deu início a uma nova jornada rumo ao fortalecimento da cultura de segurança, falando para cerca de 240 colaboradores, durante reunião gerencial, dia 30 de julho, na sede da AARA, em Chapecó-SC.

 A palestra marcou o início de uma nova fase na cooperativa: a segurança como pauta permanente nas reuniões mensais de gestores. Quem conduziu a reflexão foi o psicólogo e diretor de operações da Comportamento Psicologia do Trabalho, Júlio Turbay, especialista em comportamento organizacional e segurança no trabalho.

 Na abertura, o diretor administrativo da Cooperalfa, Gilberto Fontana, deu o tom da mudança: “Temos que falar mais deste tema, sem medo de assumir as responsabilidades com a segurança de todos. O objetivo não é achar culpados pelos acidentes de trabalho, mas motivar o comportamento preventivo”, declarou, destacando que segurança deve ser vista como um valor inegociável — e não apenas como uma obrigação legal.

 

Um compromisso coletivo

 O coordenador de segurança da Cooperalfa, Nei Parabocz, reforçou o chamado à corresponsabilidade. Segundo ele, a construção de um ambiente de trabalho mais seguro e saudável não é tarefa exclusiva do setor de segurança. “Todos têm um papel importante, especialmente os líderes, que precisam dar o exemplo e cuidar das pessoas.”

 Esse é, aliás, o ponto central defendido por Júlio Turbay: a liderança como força motriz de uma cultura de segurança robusta e duradoura. Para o especialista, evoluir em segurança exige investir simultaneamente em três pilares: condições de trabalho, sistema de gestão e comportamento humano. “Não adianta treinar as pessoas se o local não oferece estrutura adequada, ou criar protocolos se os líderes não os promovem ativamente. Esses três pilares precisam caminhar juntos — e a liderança tem influência direta em todos eles”, afirma.

 

Os três pilares da mudança

 O primeiro passo é criar condições adequadas de trabalho. Ambientes limpos, organizados e bem estruturados não só evitam acidentes, mas também promovem saúde física e mental. “Eu, naturalmente, me sinto mais saudável num ambiente limpo”, exemplifica Turbay.

 Em seguida, entra em cena o sistema de gestão. “A organização precisa de regras claras, procedimentos bem definidos e treinamento constante. Cabe ao líder garantir que essas ferramentas sejam conhecidas, compreendidas e respeitadas pela equipe”, completa.

 O terceiro e mais sensível aspecto é o comportamento. Lideranças têm o poder de influenciar diretamente os hábitos e atitudes dos colaboradores — e isso, muitas vezes, ultrapassa os portões da empresa. “Comportamentos seguros no trabalho tendem a ser levados para casa, impactando a comunidade como um todo”, observa o palestrante.

 

Segurança além da norma: um valor cooperativista

 Mais do que apenas implantar novas diretrizes, a Cooperalfa se propõe a viver a cultura de segurança como um valor — parte da sua essência cooperativista, que busca o ganha-ganha entre pessoas, negócios e comunidades. Ao colocar o tema no centro das decisões estratégicas, a cooperativa demonstra que cuidar das pessoas é uma prioridade real.

 E esse é só o começo. Com o engajamento das lideranças e o despertar de uma nova consciência coletiva, a segurança deixa de ser um setor e se transforma em cultura. Uma cultura onde cada atitude importa — e onde a vida vem sempre em primeiro lugar.

 

 

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