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Opinião

Resignação x aceitação - Parte IV

teste
UME
Por UNIÃO MUNICIPAL ESPÍRITA ERECHIM-RS
Foto UNIÃO MUNICIPAL ESPÍRITA ERECHIM-RS

Refletindo

Perspectiva de cada um

Como afirma Kardec, Jesus ao assegurar aos aflitos a consolação, indica o caminho para “a compensação àqueles que sofrem e a resignação que faz abençoar o sofrimento como prelúdio da cura”.

É como um remédio que pode ser amargo, mas se o resultado for a cura da doença, certamente aceitaremos o preço.

Lembremo-nos também, das palavras consoladoras de Maria de Nazaré, proferida aos inúmeros aflitos que a procuravam:

“Isso também passa!”, dizia ela. (XAVIER, Francisco Cândido/PEREIRA. Yvonne A. Coord. De Edison Carneiro. Maria, Mãe de Jesus. pg.66).

Tudo passa...

Os momentos bons e os momentos maus.

Façam uma retrospectiva de suas vidas e verão que é assim.

Parece-nos que os momentos difíceis são os mais demorados, mas talvez não devamos nos admirar se assim é.

Estamos nesse mundo para aprendermos; são provas, são expiações pelas quais devemos passar para nosso aprendizado. É como em uma escola.

Richard Simonetti, em sua obra A Voz do Monte lança duas questões:

Como saber se a “nossa dor representa resgate do passado?”

“Quando é que, por meio dela, estamos realmente preparando a felicidade futura?”

Ele mesmo arrisca uma resposta:

“Diríamos que é quando o nosso comportamento, diante da dor, não gera sofrimento naqueles que nos rodeiam”.

E exemplifica:

“Quantas famílias atravessam amarguras intensas com alguém doente em casa, não tanto pela enfermidade, muito mais, pela inconformação e agressividade do enfermo?!” (Que não se conforma, que não aceita!)

“Quantos pais derramam lágrimas abundantes em face dos desatinos cometidos por seus filhos, que se mostram incapazes de suportar com dignidade os embates da existência?” (Que igualmente, não se conformam, não aceitam!)

Pessoas com esse tipo de comportamento, diz Simonetti, espalham sofrimento ao seu redor. E porque não sabem sofrer, “são castigados desde agora pela angústia, que é o clima sufocante em que se debatem interiormente, adiando para um futuro incerto a edificação de suas almas”.

As marcas gloriosas da redenção estarão na humildade, diante da dor, sem espargir o sofrimento àqueles nos amam, continua Simonetti.

Então, como enfrentar tais situações?

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