A capital cultural e histórica da Rússia é São Petersburgo repleta de grandes atrações. O Museu Hermitage, talvez o mais bonito do mundo. Foi o Palácio de Verão dos czares russos. Rico e belo por dentro e por fora. As obras de arte estão expostas em salas finamente decoradas. Os palácios de Peterhof e da Catarina (Tsarkoye Selo) estão entre os mais lindos e luxuosos. Neles destacam-se os jardins no Peterhof e a bela Sala de Âmbar no da Catarina. Realmente, são maravilhas que permanecerão para sempre na memória.
São Petersburgo – Pavlovsk
Outro belo e pomposo palácio russo localizado 26 km ao sul de São Petersburgo. Branco e dourado é o palácio que Catarina, a Grande, construiu para o seu filho Paulo I. Paulo, em russo, é Pavel, daí o nome Pavlovsk. Perfeitamente conservado, ao longo dos anos, apresenta a mesma aparência que tinha no fim do século XVIII, quando o jovem grão-duque chegou com a esposa e sua prole de 10 crianças. Essa obra foi erguida sobre um penhasco, com vista para uma propriedade de mais de 600 hectares. A antiga área real de caça integra, hoje, um lindo parque com lagos, fontes, alas com limoeiros, gramados, pavilhões e florestas.
Pavlovsk
Na época da Rússia Imperial, os palácios e propriedades, em sua maioria, foram projetados para serem símbolos do poder. Lugares para eventos oficiais, bailes reais e entretenimentos. Mas, o Pavlovsk foi planejado para acolher a grande família de Paulo I. Seus cerca de 45 aposentos para a família são aconchegantes, refinados e com muito gosto pessoal. Os empregados residiam em ala especial. Atualmente, ele parece ter sobrevivido às guerras, mas ele é uma réplica perfeita do verdadeiro. As tropas de Hitler o utilizaram como quartel-general da Gestapo. Ao se retirarem, em 1944, no final da guerra, incendiaram tudo como fizeram com outros palácios.
Como o Pavlovsk parece ser original
Um grande número de artesãos levou 25 anos para recriar um dos maiores monumentos arquitetônicos do passado pré-revolucionário da Rússia. Plantas originais, gravuras e correspondências ajudaram a reconstrução. Funcionários leais do palácio conseguiram enterrar, esconder em armazéns e proteger grande parte da mobília e das obras de arte. Após a guerra, tudo voltou ao palácio. Resumindo: intimidade, pompa e beleza é o Palácio Pavlovsk.
Igreja da ressurreição de Cristo em São Petersburgo
Uma visita fascinante é nessa Igreja mais conhecida como a Igreja do Sangue Derramado. Ela foi edificada onde o Czar Alexandre II foi assassinado. No seu interior estão colocados 7 mil metros quadrados de mosaico, sendo 308 painéis dedicados a cenas do Novo Testamento, que por milagre, conseguiram sobreviver à Revolução Russa. São Petersburgo foi chamada de Leningrado, o que permitiu que entrasse na fúria de destruição quando da Revolução Russa. No centro da Igreja, um local cercado mostra, como relíquia, uma parte do calçamento de pedras com sinais do sangue derramado do Czar Alexandre II. Recordando: a Revolução aconteceu como um levante do povo contra os gastos e suntuosidades da monarquia russa o que resultou na entrada do Comunismo. A Rússia era intensamente religiosa e a população mais velha continua sendo.
Feirinha de artesanato russo
Na rua detrás da Igreja do Sangue Derramado há uma interessante feirinha, onde as lembrancinhas têm um preço acessível. Afinal, não é possível retornar sem algumas matryoshkas – bonecas típicas - onde se encaixam diversas em madeira, sem os ovos de Fabergé em porcelana finamente decorada ou as lindas bonecas russas loirinhas de tranças compridas – uns 80cm. Comprei uma dessas bonecas, lindas, para a minha neta. A boneca fala em russo dizendo que agora ela possui uma amiguinha e quer um abraço.
Na imperial São Petersburgo
O Grand Hotel Europe marcou época e ainda continua. Atualmente, é administrado por um grupo internacional. Antigamente era chamado de Europeiskaya, inaugurado em 1875. Foi o primeiro hotel de luxo em São Petersburgo e passou por uma ampla reforma. Sua antiga atmosfera aristocrática desapareceu onde se hospedaram famosos músicos como Strauss e Debussy. Hotel cinco estrelas e altamente sofisticado dos poucos desse gênero na Rússia pós-comunismo. Ele representou um símbolo de prosperidade na época dos czares, quando São Petersburgo foi a capital russa, de 1712 a 1918.
Grand Hotel Europe
Hoje, é um ponto importante onde acontecem encontros dos novos russos que carregam celulares. Seu restaurante, na atualidade, possui uma sofisticada culinária inexistente nos tempos do comunismo. Interessante é chegar no Europe, num domingo, para um café da manhã com um grande bufê e ao som de jazz. O restaurante está sob um lindo teto de vitrais coloridos. Uma maneira muito interessante e econômica de usufruir da beleza e história desse marco de esplendor da Cidade dos Czares.
Conclusão
Hoje, fazer turismo no maior país do mundo está ficando cada vez mais atraente. O país passou por muitas transformações e oferece segurança. Pelas diferentes vezes em que lá estive, existe conforto, atrações dentro dessa rica história. Sem dúvida, os lugares mais visitados sempre serão São Petersburgo e Moscou. São lugares onde vamos entender mais a história, a cultura, a arte e a arquitetura do povo russo. Um país de herança cultural muito rica e com uma tumultuada história. A sua herança cultural e histórica é que mais fascina pessoas em todo o mundo.