O coração é um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Responsável por bombear o sangue que irriga todos os tecidos, ele garante a oxigenação e o funcionamento adequado de cada sistema do organismo. Manter o coração saudável é, portanto, preservar a vida. No último dia 14, foi o Dia do Cardiologista, e o médico cardiologista Célio Fahl falou sobre os principais cuidados com o coração, os riscos que o cercam e a importância de refletir sobre nossos hábitos.
O papel vital do coração no corpo humano
Segundo o cardiologista Célio Fahl, o coração não apenas recebe e bombeia sangue, como é peça-chave na dinâmica de funcionamento de todos os outros órgãos.
“O coração, ademais de possuir uma função de receber e bombear o sangue, se torna importante na dinâmica circulatória dos demais órgãos, portanto, fundamental para a vida”, explica o médico.
Fatores que ameaçam a saúde cardíaca
Hipertensão, colesterol alto, tabagismo, diabetes, obesidade, sedentarismo e estresse são os maiores vilões quando se fala em saúde do coração. Esses fatores podem atuar de forma silenciosa, e por isso, merecem atenção redobrada.
“Os principais fatores que podem afetar a saúde do coração são a hipertensão arterial, dislipidemia - elevação do colesterol -, tabagismo, diabete, obesidade, sedentarismo e estresse”, afirma Dr. Célio.
Prevenção e exames de rotina
Diante de tantos riscos silenciosos, a prevenção se torna essencial. Consultas periódicas com o cardiologista e exames de rotina são fundamentais para detectar precocemente qualquer alteração.
“Existe uma máxima que cuidar da saúde, é sempre melhor que tratar a doença”, lembra o médico.
Hábitos que fortalecem o coração
Para manter o coração saudável, a mudança no estilo de vida é indispensável. Dr. Célio destaca ações que devem ser mantidas constantemente como “praticar exercícios físicos, cuidar do peso, evitando a obesidade e dos níveis de colesterol com dieta saudável, não fumar, controlar a pressão arterial aderindo efetivamente ao tratamento, bem como do diabete com dieta e medicamentos e cuidar da saúde mental, com medidas antiestresse e psicoterapias”.
A missão do cardiologista
No Dia do Cardiologista, o médico reforça a importância da profissão frente ao desafio de combater a principal causa de mortes no mundo. “É o momento para refletir sobre o papel do Cardiologista na saúde da população, visto ser as doenças cardíacas a principal causa de morte no mundo. Estamos cumprindo nossa missão? No que podemos melhorar a saúde cardíaca da população? E, para lembrar a todos da importância no controle dos fatores de risco cardiovascular”, frisa Dr. Célio.
A data também serve como um convite à autorreflexão. Como está a sua saúde cardíaca? “Todos devemos aproveitar a data para se perguntar: o que estou fazendo para cuidar do meu coração?”, provoca o médico.
Avanços na cardiologia salvam vidas
A medicina cardiovascular tem evoluído significativamente nas últimas décadas. Para o Dr. Célio, os progressos são notáveis.
“Tivemos muitos avanços no controle da saúde do coração, como métodos diagnósticos, maior acesso da população a consulta com especialistas, medicamentos e técnicas de tratamentos - cirúrgicas e hemodinâmicas -, mas principalmente a maior conscientização da população sobre a importância do tema”.
A doação de órgãos
Além do cuidado com a saúde do próprio coração, o ato de doar esse órgão após a morte pode salvar vidas. A fila de transplantes no Brasil ainda é grande: são 46.785 pessoas aguardando um órgão em 2025, sendo 13 delas por um coração só no Rio Grande do Sul.
De janeiro até o momento, 471 transplantes já foram realizados no estado, 14 deles de coração.
Um gesto que precisa ser comunicado
No Brasil, a legislação exige que a família autorize a doação de órgãos após a morte. Por isso, é essencial manifestar o desejo em vida.
Informar seus familiares sobre essa vontade pode transformar a perda em um gesto de solidariedade que salva vidas.
Cuidar do coração é um compromisso diário, seja por meio de hábitos saudáveis, consultas regulares, ou até mesmo pensando no próximo, com a decisão de ser um doador.