O principal fato do ano, foi o temporal de granizo de 23 de novembro, que afetou praticamente a metade da população de Erechim.
Ninguém esquecerá aquele final de tarde de domingo, onde em alguns minutos, um temporal de granizo, com pedras gigantes devastou grande parte da cidade de Erechim, e comunidades do interior. Casas, escolas, hospitais, carros, empresas, totalmente destruídos.
O depois
Logo após o temporal, pessoas corriam em busca de ajuda, em lojas de construção, e principalmente no poder público, que usou o GRAU, como ponto estratégico para buscar soluções para a população desesperada.
As etapas
Num primeiro momento, o objetivo foi entregar lonas para as famílias que tiveram seus telhados totalmente destruídos. Após, numa segunda etapa a distribuição de telhas, através de vouchers. Após, iniciou a limpeza da cidade, com muito entulho dos telhados reconstruídos, sobre as calçadas e ruas. Além disso, a assistência social garantiu cestas básicas e material de higiene para quem precisava.
Operação de ‘guerra’
Foi uma operação de guerra, mas que felizmente não registrou óbitos, apenas danos materiais, que num levantamento prévio custará em torno de R$ 50 milhões (só a parte pública), sem contar os gastos privados.
Empenho dos governos
Nos recursos públicos, a de se destacar o empenho dos governos estadual e federal na liberação de recursos, além do legislativo erechinense e o próprio executivo. Tanto os governos estadual e federal foram céleres em liberar recursos, com a publicação em seus diários oficiais, para ajudar na reconstrução.
“Não estão sozinhos”
Foram dias intensos de trabalho, capitaneados pelo prefeito Paulo Polis. Um dia após, na segunda-feira, 24, esteve em Erechim, o governador do RS. Eduardo Leite, liberando recursos e ajuda de outras formas: “Sei que é um momento de tristeza, de perda. Mas não estão sozinhos. Há uma grande corrente de solidariedade e o Estado está junto. A vida vai voltar ao normal”, disse o governador, que destacou que a capacidade financeira do Estado, permite responder rapidamente a situações como esta, vivida por Erechim,
Ajuda de várias frentes
A ajuda veio de várias frentes, com apoio incondicional dos órgãos de segurança, como a Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros, isso atrelado a capacidade de trabalho da Defesa Civil de Erechim e a Força Voluntária do Alto Uruguai. O Exército brasileiro encaminhou equipes para estar junto nesse momento de caos. A AMAU e seus 31 municípios criaram uma ajuda humanitária, com equipamentos e pessoal para ajudar na reconstrução.
Resiliência da população foi colocada à prova
Já se passaram quase 40 dias, e muito tem que ser feito ainda, até a normalidade plena, mas uma frase do prefeito de Erechim, Paulo Polis, deve ser registrada: “sairemos muito mais fortes desse episódio. A resiliência da população foi colocada à prova e ela respondeu. Foi uma grande corrente de solidariedade”.
*Coordenador Geral de Jornalismo Jornal e TV Bom Dia.