No primeiro quadrimestre de 2026 (de janeiro a abril), Erechim registrou números positivos na geração de empregos formais. Em maio, pela primeira vez no ano, teve saldo geral negativo. Agora em junho, voltou a contratar, de acordo com os números do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). No geral foram 1.944 contratações e 1852 demissões (92 novos postos).
A indústria e a construção fecharam 89 vagas. Mas os números dos serviços e o comércio, puxaram a geração de empregos para cima. Juntas contrataram 183 novos trabalhadores.
Mês a mês em 2026
Em 2026, em janeiro iniciou o ano abrindo 327 vagas, o melhor mês do ano. Em fevereiro, outro mês muito bom, com criação de 321 postos e outros 319 em março. Em abril, novamente números positivos (135 novas vagas). Em maio, foi o pior mês do ano, fechando oito vagas. Agora, no último mês do primeiro semestre (junho), criou 92 postos de trabalho.
Quase 9 mil novas vagas em 6,5 anos
Desde que entrou em vigor o novo Caged em 2020, Erechim criou 8.964 novas vagas. Dados de 66 meses. Isso equivale a uma média anual de 1.384,61 novos empregos formais (136,36 por mês). A seguir ano a ano.
2020: 466 vagas criadas (242 vagas de estrangeiros: 51,93%).
2021: 1.684 vagas criadas (estrangeiros perdem 32 vagas: negativo de 1,90%).
2022: 1.147 vagas criadas (261 vagas de estrangeiros: 22,75%).
2023: 1.566 vagas criadas (866 vagas de estrangeiros: 55,30%).
2024: 1.147 vagas criadas (977 vagas de estrangeiros: 85,17%).
2025: 1.770 vagas criadas (736 estrangeiros: 41,58%).
2026: 1.184 vagas criadas em seis meses (327 estrangeiros – 27,62%)
Total: 8.964 vagas criadas (3.377 estrangeiros – 37,67%).
Quanto cada segmento representa
Levantamento revela quanto cada segmento contratou e o percentual que representam, desde que foi criado o novo Caged em 2020.
Indústria: 4.206 vagas criadas (46,92% do total).
Serviços: 3.102 vagas criadas (34,61% do total).
Comércio: 1.036 vagas criadas (11,56% do total).
Construção: 620 vagas criadas (6,91% do total).
Agropecuária: fechou três vagas (0,0% do total).
Força de trabalho por segmento
Erechim mantém na formalidade, 42.694 trabalhadores em cinco segmentos. Veja a força de trabalho em cada um deles.
Indústria: 17.220 trabalhadores (40,33%).
Serviços: 14.571trabalhadores (34,13%).
Comércio: 8.505 trabalhadores (19,92%).
Construção: 2.231 trabalhadores (5,23%).
Agropecuária: 167 trabalhadores (0,39%).
Indústria e serviços representam 74,46% dos empregos formais
A indústria e serviços possuem 31.791trabalhadores na formalidade. Isso representa 74,46% de todas as vagas ofertadas na formalidade em Erechim. Ano a ano, os dois segmentos se alternam na liderança de quem mais gera novos posto de trabalho.
Desde que foi implementado o novo Caged em 2020, três anos para cada um. Em 2020, 2021 e 2024 a indústria liderou (2.192 novos empregos). E os serviços se manteve em 1º lugar em 2022, 2023 e 2025 (1.796 novos empregos). Agora em seis meses de 2026, a indústria lidera com 615 novas vagas, e os serviços em 2º com 466 postos criados.
27,62% das vagas criadas em 2026 são ocupadas por estrangeiros
Desde 2020, quando iniciou o novo Caged, os estrangeiros desempenham papel importante no preenchimento de vagas. Das 8.964 vagas criadas, 3.377 foram ocupadas por estrangeiros, que representa 37,67%.
Nos cinco primeiros meses de 2026, das 1.184 novas vagas criadas, 327 são ocupadas por estrangeiros, o que representa 27,62%. Foram 2.045 contratações e 1.718 desligamentos.
Das 327 vagas preenchidas por estrangeiros neste ano, 218 foram na indústria. Na construção são 2 vagas. Já no comércio o saldo é de 41 vagas. Em 2026, nos serviços, são 66 novas vagas.
Indústria: 2º mês consecutivo no negativo
Em junho, pelo segundo mês consecutivo, a indústria, mas demitiu com contratou. Foram 593 admissões e 649 desligamentos (56 vagas a menos). Em maio já tinha fechado outros 24 postos de trabalho.
Mesmo com o desempenho ruim no último bimestre, segue sendo quem mais criou novas vagas em 2026. São 615 postos no ano (4.855 contratações e 4.240 desligamentos), o que confirma a relevância da indústria como motor da economia erechinense.
Serviços, líder no último bimestre
Em junho, os serviços repetiram o bom momento, e novamente foi o melhor segmento da economia com 164 postos de trabalho criados (695 admissões e 531 demissões). Em maio teve saldo positivo de 63 novas vagas formais. O setor segue impulsionado pela diversificação das atividades econômicas do município. No ano são 466 vagas criadas (4.210 contratações e 3.714 desligamentos).
Construção: três meses no negativo
Pelo terceiro mês consecutivo, a construção registra números negativos. Em abril fechou 50 vagas, e em maio outros 41 postos de trabalho. Já em junho, último mês pesquisado, foram mais 33 vagas fechadas (169 contratações e 2022 demissões).
Apesar de um trimestre ruim, o setor tem impacto direto na cadeia produtiva local, principalmente na prestação de serviços. No ano, são 179 novos postos de trabalho criados (1.291 admissões e 1.112 demissões).
Comércio volta a contratar em junho
Após fechar 175 vagas em janeiro e fevereiro, se recuperou em março, com 51 novos empregos. Em abril voltou a contratar (foram 45 novos postos de trabalho). Em maio registrou novamente números negativos (fechou 7 postos de trabalho). Agora em junho, voltou a contratar. Foram 487 admissões e 468 desligamentos, que culmina com a criação de 19 vagas formais.
No acumulado do ano também está no negativo, com 71 vagas fechadas (2.891 contratações e 2.962 demissões).
Agropecuária: negativo em junho e no ano
A agropecuária é o quinto segmento pesquisado pelo CAGED. Em Erechim, não representa números significativos na geração de empregos formais. Em junho, fechou duas vagas (zero contratação e duas demissões).
No ano, os números também são negativos. Admitiu 17 trabalhadores e demitiu 22 de suas funções, o que gera um saldo negativo de cinco novos empregos. Mantém 167 trabalhadores na formalidade, o que representa 0,39% do total de vagas ofertadas em todos os segmentos.