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Opinião

Europa Ocidental e Sul – Suíça – Schwägalp

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Por Marlei Carmen Reginatto Klein

A Suíça realiza, anualmente, uma premiação aos melhores queijos do ano. São apresentados queijos suíços artesanais e industrializados como, também, acontece participação do exterior. Um júri, especialmente escolhido de “chefs” decide sobre o sabor, textura e apresentação dos que concorrem. Os prêmios são para diversas variedades, divididos em muitas categorias. O queijo, na Suíça, é indispensável em qualquer cardápio, seja em restaurantes tops ou numa padaria como complemento de um pão quentinho. Sua forma mais comum de apresentação é no “foundie”, numa raclete – queijo derretido sobre batatas cozidas acompanhadas por picles -  ou simplesmente numa tábua de queijos. Naturalmente, sempre acompanhado por um bom vinho.

 

Schwägalp

Saindo de Zurique, fomos para SCHWÄGALP, uma comunidade, onde a família de Pius Hitz havia recebido a Medalha de Ouro do Ano pelo melhor queijo Gruyère de fabricação artesanal. Seria como um “Oscar” do queijo. A comunidade encontra-se aos pés do majestoso Monte Säntis. De bela paisagem, ainda intocada, está na rota alpina. Um teleférico leva até o cimo do Monte. O local da visitação é um belo chalé de arquitetura das montanhas embelezado por jardineiras floridas. A residência, de dois pisos, encontra-se ao pé da montanha e cercado de verdes pastagens. Os proprietários criam seu gado leiteiro para a fabricação do seu queijo, que resulta, na alta qualidade dos queijos rurais.

 

A família de Pius Hitz

O local de fabricação do queijo encontra-se na parte inferior do chalé. Fomos muito bem recebidos pelos proprietários, pois a visita havia sido agendada. Ao chegar, já sentimos no ar, o aroma do leite sendo aquecido. Recebemos uma completa informação sobre as etapas da fabricação do “Gruyère”.  A excelência está numa finalização de casca dura, massa macia, amarelada, cremosa e com muitos furos. O trabalho da família remonta aos seus ancestrais, a um amplo conhecimento, a uma forma de trabalho e de muita precisão. Tudo muito higienizado e toalhas brancas impecáveis. Eis as etapas de fabricação:

. O leite é de muita qualidade e do próprio rebanho. Colhido à tardinha, filtrado, pasteurizado com cuidado. Colocado num grande tacho de cobre e aquecido lentamente em lareira, com fogo de lenha, para a coagulação.

. É acrescentado o coalho e bactérias lácteas numa massa que ficou gelatinosa. Esta é cortada em pedaços o que seria a coalhada de queijo. Ela fica em forma de grãos e estes determinam o tipo do queijo.

. Quanto menor forem os grãos, e maior a temperatura, mais duro seria o queijo. Então, a massa ,na textura ideal, é colocada em formas com furos embaixo para sair todo o soro. As formas são prensadas com pesos.

. A massa fica seca, sem o líquido, então o queijo recebe uma imersão de salmoura, por várias vezes. A casca vai sendo formada. Os queijos, de vários tamanhos,  de até 15kg, são levados para a “cave” de maturação. .

. Sua casca vai endurecendo, o interior muda de cor e surgem os buracos. Neste ponto, as formas de queijo são esfregadas com ervas – tomilho, manjericão, alecrim e outras – com cidra, vinho branco, conforme queiram.

.  Para obter 1kg do “Gruyère” são necessários 12 litros de leite e uma maturação de 8 a 10 meses. Para a comercialização é avaliada a qualidade da massa, o sabor e o aspecto externo.

 

Utilização do soro

Com o soro que sai da massa do queijo, a família faz a sua manteiga. A gordura que fica suspensa no soro – como nata - é  bem batida virando manteiga, que pode ser salgada  ou não. A gordura do  soro pode também virar ricota e , nas fábricas, vira o queijo mussarela. A família ainda o aproveita para dar ao seu gado junto com a água e para regar as plantas da horta. Ele é rico em proteínas e ótimo fertilizante. Hoje, inclusive na nossa região, temos a industrialização do soro em forma de pó para muitos fins.

 

Final da nossa visita

Agradecemos muito a aprendizagem e o prazer de chegar a uma família suíça. Eles nos apresentaram uma tábua com os queijos para experimentar – os não bem maturados e os prontos para a comercialização. O sabor fica muito diferente de uma maneira a outra. Os destaques da visita foram para a forma profissional de trabalho e a impecabilidade do ambiente. Recebemos a visitação como um prêmio pela aprendizagem e conhecimento.

 

Diferenças a Suíça- Água

A água da torneira é potável e de excelente qualidade. Uma garrafinha de água custará, ao menos, 3 dólares. VIAGEM AÉREA- a maioria das estações ferroviárias do país faz “check in” dos voos que partem de Zurique ou de Genebra. CIDADES- algumas cidades pequenas não têm números nas casas. São identificadas com placas do nome da família e assim recebem as correspondências dos Correios. FLORES- em alguns locais da área rural, as pessoas podem entrar nos jardins das fazendas, pegar as flores que achar interessantes e pagar conforme uma tabelinha com os preços. Sem nenhuma intervenção humana. ÔNIBUS E METRÔ- nas cidades grandes, ninguém confere se o passageiro pagou ou não a tarifa. Fica a cargo da consciência de cada um pagar a passagem. Ocasionalmente, a fiscalização aparece. Quem não pagou leva multa. O mesmo acontece em todas as cidades europeias, mesmo na Itália.   

 

Conclusão

Importante para os visitantes é adquirir um Swiss Pass, um passe vendido e válido pelo período que se quiser. Dá direito a viajar de trem por tudo, usufruindo também das atrações, museus, locais de entretenimento e outros. Há diversas modalidades de passes. Viajar de trem também é uma garantia de sair e chegar na hora. Há opções, em todos os instantes, para toda a Suíça e  Europa.  Sempre, a partir de dezembro, a Suíça incrementa ainda mais o seu turismo ao adotar a Política do Espaço Schengen. Esta é uma convenção entre países europeus sobre a circulação de pessoas no espaço geográfico da Europa. A política permite a livre entrada de pessoas dentro dos países signatários, sem ter que parar nas fronteiras.

 

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