Com a temática “trajetórias que transformam vidas”, teve início na segunda-feira à noite, 10, no Salão de Atos, a XXII Semana Acadêmica de Psicologia da URI Erechim, que marca as comemorações dos 25 anos do Curso. O evento foi aberto com a apresentação da Orquestra RAPS, um projeto cultural e artístico que utiliza a música como ferramenta de inclusão social e reabilitação psicossocial. Vinculada à rede de saúde mental de Erechim, o grupo é formado por usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e do Ambulatório de Saúde Mental.
A Coordenadora do Curso, Fernanda Grendene, destacou que ao longo destas duas décadas e meia, “consolidamos o compromisso de formar psicólogos críticos, éticos e comprometidos com a produção do conhecimento”. Já o Diretor Administrativo, Paulo José Sponchiado, ao citar a importância do trabalho de todos os coordenadores, reforçou esse compromisso: “Celebrar 25 anos é reconhecer o passado, valorizar o presente e, sobretudo, renovar o compromisso com o futuro”.
Na primeira conferência do evento, o psicólogo e professor Carlo Schmidt, de Porto Alegre, falou sobre os desafios na escolarização de estudantes com autismo. Segundo o professor, a Ciência da Implementação busca aproximar os resultados produzidos pela pesquisa científica das práticas desenvolvidas nas escolas. “A iniciativa procura diminuir a distância entre aquilo que sabemos, por meio da pesquisa, e aquilo que realmente acontece na sala de aula”, afirmou.
O pesquisador também abordou o uso da leitura dialógica, metodologia baseada na interação entre adultos e crianças durante a leitura de histórias, e experiências com suportes visuais em aulas de Educação Física. Ao tratar dos desafios da inclusão escolar, o professor observou que muitas intervenções validadas cientificamente ainda enfrentam dificuldades para serem incorporadas ao cotidiano das escolas. “Precisamos de estratégias que sejam viáveis para a realidade das escolas e que possam ser adotadas em larga escala”, disse.