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Cultura

Festival de Dança de Erechim chega à 6ª edição com mais de 2 mil bailarinos

Evento foi lançado nesta terça-feira, 18, e será realizado de 26 a 30 de agosto, no CTG Sentinela da Querência e Pólo de Cultura, reunindo 120 grupos, 394 coreografias e representantes de 45 cidades de três estados

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Por Assessoria
Foto ASCOM

Com 2.020 bailarinos inscritos, sem cobrança de taxa de inscrição, e programação 100% gratuita para o público, o Festival de Dança de Erechim chega à sexta edição com o maior número de participantes de sua história. Os números, a programação e as novidades do evento foram apresentados oficialmente à imprensa na manhã desta terça-feira, 18 de agosto, durante o lançamento realizado na Sala Gaúcha do Pólo de Cultura, em Erechim.

O encontro reuniu profissionais da imprensa e representantes das instituições envolvidas na realização do Festival. Participaram do lançamento o presidente da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE), Darlan Dalla Roza; o vice-prefeito Flávio Tirello; o secretário municipal de Cultura, Esporte e Economia Criativa, Wallace Soares; e Sandra Mariga Bordini, diretora do Sesc Erechim, diretora de Cultura da ACCIE e diretora executiva do Festival de Dança de Erechim.

De 26 a 30 de agosto, o Festival terá cinco dias de programação no CTG Sentinela da Querência, novo espaço escolhido para receber as atividades e ampliar a capacidade de público. A entrada será 100% gratuita, sem necessidade de retirada ou reserva prévia de ingressos, com acesso por ordem de chegada. A expectativa é de que aproximadamente 7 mil pessoas circulem pelo evento durante os cinco dias.

DE 439 PARA 2.020 BAILARINOS

Os números apresentados durante o lançamento dimensionam o crescimento alcançado pelo Festival. Em sua primeira edição, em 2018, eram 439 participantes, 28 grupos e 95 coreografias. Neste ano, serão 2.020 bailarinos, 120 grupos e escolas e 394 coreografias. Em 2025, o evento havia reunido 1.426 participantes, o que representa um crescimento de 41,7% no número de inscritos em apenas um ano.

Os bailarinos representam 45 cidades de três estados – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Durante a apresentação, Sandra destacou que o crescimento não é buscado apenas em quantidade e que a organização estabeleceu limites para preservar a qualidade do Festival. Segundo ela, mais de 30 grupos permaneceram em lista de espera nesta edição. “Não é intenção da organização que a gente tenha quantidade. Isso acontece naturalmente, porque nós queremos oferecer qualidade”, afirmou Sandra. A diretora executiva também destacou que, diante da procura crescente, futuras ampliações dependerão inclusive do aumento do número de dias do Festival.

A mudança para o CTG Sentinela da Querência é uma das respostas a esse crescimento. Nas edições anteriores, a limitação de espaço dificultava o acesso de familiares e da própria comunidade às apresentações. Agora, a estrutura do Pólo de Cultura será utilizada para camarins e oficinas e contará com praça de alimentação, permitindo que bailarinos, familiares e público permaneçam no local ao longo do dia.

DANÇA, FORMAÇÃO E INCLUSÃO

A programação inicia na quarta-feira, 26, com ensaios durante o dia e, às 18h, a cerimônia oficial de abertura, seguida do espetáculo “Aquarela do Brasil em Dança e Música”. Às 19h30 começam as Mostras Competitiva e Não Competitiva e a premiação. Nos demais dias, o Festival segue com ensaios, apresentações, oficinas e atividades especiais.

Na quinta-feira, 27, será realizada a Mostra de Dança Inclusiva. No sábado, 29, será a vez da Mostra Baby, destinada às crianças que estão dando seus primeiros passos na dança. As apresentações reúnem 11 modalidades, entre elas Ballet Clássico Livre, Ballet de Repertório, Jazz, Técnicas Contemporâneas, Danças Urbanas, Danças Árabes, Danças Étnicas e Tradicionais, Dança de Salão e Estilo Livre.

Outro eixo importante é a formação. Serão disponibilizadas 1.100 vagas gratuitas em oficinas abertas, além do atendimento de cerca de 250 crianças de escolas públicas de Erechim, com atividades realizadas dentro de duas escolas municipais e duas estaduais nos dias 27 e 28. Os seis profissionais que integram a comissão avaliadora também serão responsáveis pelas oficinas do fim de semana.

O Festival terá ainda recursos de acessibilidade, com Libras, audiodescrição e acessibilidade física, além das ações específicas de dança inclusiva. Todas as noites serão transmitidas ao vivo pelo canal do Festival no YouTube.

A premiação ultrapassa R$ 13 mil, além de troféus e medalhas. Entre os reconhecimentos estão Melhor Bailarino, Melhor Bailarina, Melhor Coreógrafo, melhores coreografias e Melhor Grupo do Festival. Cada uma das 394 coreografias receberá parecer técnico individual da comissão avaliadora, e o Festival contará novamente com a participação de um júri popular formado por pessoas da comunidade.

CULTURA QUE TAMBÉM MOVIMENTA A CIDADE

Ao abrir as manifestações oficiais, o secretário Wallace Soares ressaltou a consolidação do Festival e a importância da parceria entre as instituições para que o evento continue crescendo. Para ele, além do aspecto cultural, a presença de bailarinos, equipes e familiares de outras cidades repercute diretamente na economia local, especialmente em setores como hotelaria, gastronomia, comércio e serviços. “Ele representa muito essas parcerias, porque vem crescendo a cada edição que passa”, destacou Wallace. Conforme falou, eventos culturais que atraem visitantes também contribuem para movimentar a economia e fortalecer Erechim como destino de diferentes atividades e programações.

Neste ano, o impacto do Festival na cidade também começará a ser mensurado. Uma parceria com a URI Erechim prevê a realização de pesquisa com diretores, bailarinos e público para identificar perfil, origem, satisfação e movimentação econômica gerada pelo evento, produzindo informações que também poderão orientar as próximas edições.

O vice-prefeito Flávio Tirello também ressaltou o reflexo da programação cultural na cidade e a capacidade de eventos dessa dimensão de movimentar hotéis, restaurantes e diferentes setores. “As pessoas vão conhecer a nossa cidade, vão mostrar seu trabalho, vão almoçar aqui, jantar aqui. E a cidade tem que ganhar”, afirmou.

Darlan Dalla Roza destacou a evolução registrada a cada edição e a construção conjunta entre entidades, poder público, patrocinadores, apoiadores, equipes e voluntários. “Nós vimos os números aí. São números impressionantes. De ano a ano, o evento se torna maior e cada vez melhor”, afirmou o presidente da ACCIE.

PARCERIAS VIABILIZAM O FESTIVAL

Durante o lançamento, também foi realizada a entrega oficial dos convites para a abertura e o encerramento a instituições parceiras e apoiadoras, como a Prefeitura e o Sesc Erechim. A entrega foi conduzida por Sandra Mariga Bordini e Darlan Dalla Roza.

O 6º Festival de Dança de Erechim é uma promoção da ACCIE, com patrocínio da Cavaletti S/A Cadeiras Profissionais, apoio da Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Economia Criativa, e do Sesc Erechim, apoio institucional da Associação Gaúcha de Dança (ASGADAN), financiamento do Pró-Cultura RS – Governo do Estado do Rio Grande do Sul/Secretaria da Cultura e realização por meio da Lei Rouanet – Ministério da Cultura/Governo Federal.

Com palco ampliado, programação gratuita, formação, inclusão e mais de 2 mil bailarinos, Erechim se prepara para cinco dias em que a dança ocupará não apenas o palco, mas também diferentes espaços da cidade, reunindo artistas, famílias e público em torno da assinatura que acompanha a sexta edição: “Unindo movimentos, celebrando uma paixão.”

 

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