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Economia

Centenas de produtores tiram o chapéu para a Cooperalfa

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Por Assessoria
Foto ASCOM

Olhares atentos, curiosos e cheios de expectativas. No dia 02 de setembro, centenas de produtores rurais do Sudoeste do Paraná participaram de uma programação especial em Santa Izabel do Oeste. O I Seminário Agrícola na região proporcionou um espaço para que todos conhecessem melhor a cooperativa e ainda, aprimorassem suas bagagens de conhecimentos técnicos.

Já na chegada, o cumprimento de cada colaborador da Alfa e a simbologia do chapéu que cada participante recebeu, sinalizava a acolhida e a importância que cada um exerce na solidez da Cooperalfa.

Na oportunidade, todos puderam observar o contato próximo com a direção, as informações claras que fortalecem a transparência e o compromisso da instituição com a evolução das propriedades.

 

O evento contou com a presença do presidente da cooperativa, Romeo Bet, do 1º vice-presidente, Cladis Jorge Furlanetto, e do 2º vice-presidente, Edilamar Wons, que celebraram a oportunidade de integração com as famílias associadas.

Com menos de um ano de atuação na região, a diretoria enxerga esses encontros como fundamentais para consolidar a presença da instituição em âmbito regional. O presidente enfatizou a importância de aproximar a cooperativa da comunidade para esclarecer dúvidas e construir uma relação de confiança verdadeira. "Este seminário certamente traz conhecimento para eles que também podem conhecer cada vez mais a cooperativa. Acredito que estamos dando um passo mostrando a eles quem somos", afirmou Bet ao expressar grande otimismo com o futuro da cooperativa no sudoeste paranaense, apontando a atenção do público durante as palestras como um termômetro desse sucesso.

 

Segundo o supervisor de filiais, Alcidir Andolfato, o agronegócio é uma das principais e mais promissoras atividades locais. “A cooperativa pretende somar forças na região, garantir segurança e credibilidade para absorver a produção local, além de gerar matéria-prima para as indústrias da cooperativa. Assumimos em dezembro de 2025 e temos a convicção de que, unidos aos associados, é possível promovermos desenvolvimento a toda comunidade”.

 

 

 

Foco na Assistência Técnica de qualidade

Para o coordenador da Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) e membro da comissão organizadora do Seminário Agrícola, Ivonei Baumgratz, a assistência técnica de ponta é o grande pilar de atuação que diferencia a cooperativa na região. "A ideia principal é mostrar, de fato, ao produtor, o jeito Alfa de ser e que viemos aqui não só para ser mais um vendedor, mas para oferecer todo o suporte técnico de qualidade", pontuou Ivonei ao mencionar que um dos principais gargalos enfrentados pelos agricultores locais é o manejo de plantas daninhas resistentes a múltiplos herbicidas, o que demanda orientação profissional assertiva.

 

O gerente técnico Alex Diogo De Marco reforçou que o foco do departamento é ir além do aspecto comercial, promovendo a evolução tecnológica dos associados de forma sustentável. "O princípio de todo esse trabalho é realmente levar conhecimento técnico aos produtores, que eles tenham condições de implementar em suas propriedades, com o olhar para o indicador de mais rentabilidade com menor custo", declarou.

Entre as tecnologias e programas de ponta oferecidos pela Cooperalfa para impulsionar a produtividade, Alex listou iniciativas voltadas à criação de perfil de solo, controle de plantas daninhas, produção de sementes Semealfa e projetos especiais sob uma perspectiva agronômica integrada.

 

 

 

Presente e futuro

De acordo com o gerente da filial de Santa Izabel do Oeste, Sérgio Comel, a cooperativa registra resultados positivos e planeja expandir sua atuação. "A Cooperalfa está a menos de um ano no município, já colheu muitos frutos e temos uma expectativa muito grande. A cooperativa realiza investimentos significativos e novos estão em planejamento para a região, afinal, o crescimento da cooperativa está diretamente atrelado ao sucesso das famílias associadas ", adiantou.

 

O sentimento de acolhimento e a diferença prática no suporte recebido foram validados pelos próprios produtores. Tiago Fochi, produtor associado há três anos na filial de Francisco Beltrão e líder na cooperativa, destacou a importância de pertencer à Alfa, que atua como uma ponte para novas tecnologias, cobrindo todo o ciclo produtivo — da escolha da semente até a comercialização dos grãos. O produtor ressaltou ainda, que a relação vai muito além do aspecto comercial. "Na Alfa, temos voz ativa. Nossas sugestões são entendidas e passadas para a frente. Você é tratado como um legítimo cooperado e sente-se dono da cooperativa a qual integra", concluiu.

 

Manejo consciente

Uma das palestras do evento abordou o controle de plantas daninhas, o qual tem se tornado um desafio cada vez maior para os produtores. Segundo o engenheiro agrônomo, pesquisador e professor, Anderson Nunes Gabardo, boa parte dessa dificuldade crescente está diretamente ligada ao uso repetido das mesmas estratégias de manejo nas propriedades.

Segundo o convidado, um dos principais vilões nas lavouras do Sul do país é o caruru, uma planta daninha com um banco de sementes avassalador. Em uma área média de 48 hectares (equivalente a 20 alqueires), estima-se que possam existir quase 32 bilhões de sementes no solo. Essa imensa variabilidade genética faz com que a repetição de um único método de controle acabe selecionando plantas resistentes ou tolerantes.

 



 

Para enfrentar esse cenário complexo, o pesquisador reforçou que as soluções precisam ser personalizadas e contar com suporte profissional. "É muito importante que o agricultor sempre esteja amparado por uma assessoria técnica de qualidade que entenda os principais desafios que ele possui, porque muito dessas dificuldades são diferentes conforme as áreas e localidades".

Gabardo pontuou a importância de serem adotadas práticas integradas no sistema produtivo ao longo do tempo, como a rotação de culturas, manutenção da palhada e o uso estratégico de herbicidas pré-emergentes, com o foco em realizar o controle quando as plantas ainda estão pequenas. Outro fator crucial a ser observado é o clima, uma vez que a maioria dos herbicidas necessita de sol durante a aplicação e nos dias seguintes para que a planta esteja crescendo e absorva o produto de forma eficaz.

 

Cenário de mercado

O Seminário Agrícola de Santa Izabel do Oeste também contou com a participação do consultor da Stonex, Victor Bê.

Em sua explanação ele relatou que o mercado de soja e milho caminha para um cenário de preços favoráveis, impulsionado principalmente pelo crescimento da demanda desses grãos para a produção de energia e combustíveis. No entanto, a forte volatilidade diária dos preços e as incertezas políticas exigem que o produtor rural adote estratégias rigorosas de proteção financeira.

 

 



O consultor destacou que a influência do fenômeno El Niño deve trazer chuvas regulares para a região Sul do Brasil, o que projeta uma safra com boa produtividade e sem sobressaltos climáticos. Mesmo diante de um cenário produtivo otimista, Bê reforça que a prioridade do agricultor deve ser a gestão de risco dentro da porteira. "O produtor tem que fazer o trabalho de casa, a formação, travar os custos para o ano que vem para, assim, ter mais tranquilidade”, orientou ao frisar que, com os custos de produção devidamente travados, é possível ter uma margem de segurança para comercializar o restante da sua safra de forma gradativa e obter médias de preços mais competitivas ao longo do ano.

 

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