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Mais de 50 descendentes participam do 1º Encontro da Família Stroher, em Aratiba

Celebração reuniu netos, bisnetos e tataranetos de Augusto Alfonso Stroher e Catarina Natalia Simon Stroher, casal que migrou de Feliz para Aratiba em 1946 e se estabeleceu na Linha Navegantes em 1955

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Celebração reuniu netos, bisnetos e tataranetos de Augusto Alfonso Stroher e Catarina Natalia Simon
Soma das idades dos cinco irmãos e do sacerdote celebrante simbolizou quase meio milênio de fé, trab
Por Redação
Foto Arquivo pessoal

O Salão Comunitário da Capela Nossa Senhora dos Navegantes, na Linha Navegantes, interior de Aratiba, recebeu no domingo, dia 6 de setembro, o 1º Encontro dos Descendentes de Augusto Alfonso Stroher e Catarina Natalia Stroher. O evento reuniu mais de 50 familiares, entre netos, bisnetos e tataranetos do casal, que teve seis filhos e cuja trajetória começou há mais de cem anos na comunidade de São Roque, no então distrito de Feliz, município de São Sebastião do Caí.

Augusto Alfonso Stroher nasceu em 27 de dezembro de 1912, e Catarina Natalia Simon, em 16 de outubro de 1913, ambos em São Roque. O casamento ocorreu em 19 de outubro de 1938, na mesma comunidade, que posteriormente passou a integrar o município de Feliz. O primeiro filho do casal, Mila, faleceu ainda nos primeiros meses de vida. Na sequência, nasceram os filhos Francisco, Córtula e Ivo, ainda em território gaúcho de origem.

Em 1946, diante da escassez de oportunidades na região de origem, a família migrou para o então distrito de Aratiba, pertencente a Erechim, a mais de 350 quilômetros de distância. O deslocamento foi realizado em um caminhão movido a gasogênio, equipamento que queimava carvão e lenha para gerar o combustível do motor, em uma viagem que durou três dias. Na ocasião, o casal levava consigo Francisco, de 6 anos, Córtula, de 4 anos, e Ivo, com poucos meses de vida.

Ao chegar a Aratiba, a família foi recebida na propriedade de José Stroher, irmão de Augusto, na Linha Navegantes. A vinda dos Stroher para a região seguiu a trajetória de outros irmãos: Leonora, que se estabeleceu no Rio Anta; José, na Linha Navegantes; Claudino, na Linha Almoço; e, posteriormente, Romano Clodoaldo, também na Linha Navegantes, e Libino, na Linha Santa Cecília, este último pai do padre Olírio Stroher, celebrante da missa do encontro.

Pouco tempo depois, o casal adquiriu terras na comunidade de Barra do Rio Leão, onde nasceu o filho Gregório, em 1949. No local, a família enfrentou terreno íngreme e pedregoso, diferença de idioma em relação aos vizinhos, majoritariamente de origem italiana, e, em 1947, uma praga de gafanhotos que atingiu o Estado e destruiu as lavouras da região, conforme relato do filho Francisco.

Anos depois, a família se mudou para a Linha Almoço, comunidade formada majoritariamente por famílias de origem alemã, onde nasceu a filha Jacinta, completando os seis filhos do casal. O solo da região, no entanto, também apresentava restrições para a agricultura.

Em 1955, a família se mudou definitivamente para a Linha Navegantes, onde passou a cultivar milho, feijão, trigo, arroz, mandioca e hortaliças, além de criar animais. No mesmo ano, o distrito de Aratiba foi emancipado, com instalação oficial em 1º de janeiro de 1956. Augusto e Catarina permaneceram na Linha Navegantes até o fim da vida: ele faleceu em 1986, e ela, em 2003.

Dos seis filhos do casal, cinco tiveram descendência: 21 netos, 40 bisnetos e cinco tataranetos. Atualmente, Francisco, com 86 anos, e Gregório, com 76, residem na Linha Navegantes, em Aratiba; Córtula, com 84 anos, mora em Erechim; Jacinta, com 72 anos, vive em Formosa do Sul (SC); e Ivo, com 81 anos, retornou à comunidade de São Roque, em Feliz, onde os pais nasceram.

A ideia de reunir os cinco irmãos e seus familiares partiu da neta Marilene. A organização do encontro ficou a cargo do neto Adecir, filho de Gregório, e dos primos Clair, filho de Francisco, e Marilene, filha de Ivo.

A programação teve início às 9h, com a recepção dos participantes. Às 11h, foi celebrada missa pelo padre Olírio Stroher, primo dos homenageados. Durante a celebração, o padre Olírio comentou sobre a relevância de encontros familiares para a manutenção de laços de parentesco entre gerações e cumprimentou os cinco irmãos.

Em nome da família, Adecir agradeceu a participação do padre Olírio na celebração, a presença dos familiares e o apoio do Conselho Econômico da comunidade na estrutura do evento. Em sua fala, afirmou: "Faça o seu melhor a cada dia. Agradecemos a Deus que nos oportuniza, a cada amanhecer, um novo dia para escrevermos a nossa história fazendo o bem", disse.

Ao meio-dia, foi servido um churrasco com acompanhamentos no salão comunitário, seguido de um período de confraternização entre os participantes. Durante o encontro, os cinco irmãos e o padre Olírio receberam camisetas comemorativas e quadros com fotos comparativas, exibindo lado a lado um registro histórico da família, feito décadas atrás, e um retrato atual dos irmãos reunidos.

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