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Economia

Culturas de inverno e as consequências da geada

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Preços elevados desagradam consumidores
Por Redação jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Larissa Paludo

Produtos que oscilam de preço nos mercados em virtude do frio

Tomate, pimentão, cenoura, brócolis, batata doce e couve-flor. Você sabe quais dessas são culturas de inverno e de verão? As oscilações de preços nas verduras e legumes, que encontramos nas gôndolas de supermercados, são influenciadas por diversas razões, em especial, a estação do produto.

A alta no preço do tomate, vagem e pimentão são ocasionadas, em especial, por serem culturas de verão. Outros produtos como couve-flor, cenoura, brócolis, batata doce e beterraba, não têm um valor tão acentuado por serem produzidos no inverno. Ainda assim, são produtos que podem ser afetados pelas fortes geadas da região.

As primeiras geadas do ano já chegaram, mas ainda não afetaram as produções de verduras e legumes, de acordo com o assistente técnico regional da Emater/Ascar RS, Paulo Cezar Trierveiler.

“Os produtos começam a estragar a partir do momento que temos geadas expressivas – em torno de 0°C ou menos – e constantes, pois eles congelam e muitas vezes não sobrevivem. Apesar disso, o frio tem uma vantagem, que dificulta a proliferação de doenças e pragas”, orienta.

Oscilação de preço dos legumes

O gerente de um supermercado em Erechim, Osvaldo Rossi, pondera que no inverno, os legumes e as verduras oscilam muito na questão dos preços em virtude da temperatura prejudicar o tamanho e a qualidade dos produtos.

“O preço, por enquanto está estável. Os produtos de inverno como cenoura, batata-doce e beterraba, são muito consumidos em função do frio e têm o preço mais estabelecido em função da safra. Já o tomate e o pimentão tem uma oscilação um pouco maior. Apesar de não ser época, o tomate está sendo ofertado no nosso supermercado. Já o pimentão está com um preço mais elevado”. Apesar de o preço ser ardido, os clientes não deixam de comprar pimentão, que de acordo com Rossi, é um tempero e acompanhamento bem aceito.

O coordenador de hortifrutigranjeiros do supermercado, Alcione Martim, complementa que a ideia é sempre incentivar a agricultura local. “Toda parte de hortifrutigranjeiro que podemos comprar na região, seguindo o padrão de qualidade do mercado, compramos. Mas quando o inverno afeta a produção local, temos de recorrer aos fornecedores da Central de Abastecimento (Ceasa) de Curitiba, o que encarece muito o produto em razão dos fretes”, diz.

No bolso do consumidor

O consumidor já percebe a alta nos preços de alguns produtos de verão e sente no bolso. As aposentadas Ines Moreira e Eva de Oliveira, que adoram temperar a comida com pimentão, afirmam que muitas vezes é preciso deixar alguns itens fora do carrinho. “Dizem que o idoso tem de se alimentar bem, mas o salário é baixo e não temos como comprar muitas coisas”, desabafa Ines.

Próximas semanas

Com previsão de temperaturas baixas e geada para a próxima semana, de acordo com a meteorologia do site ClimaTempo, os legumes podem sofrer alteração de preço.

“É possível que haja um aumento no preço dos verdes – como o brócolis e couve-flor – nas próximas semanas, em função do frio. Espero que os preços se mantenham, mas com o frio, os produtores menores, que muitas vezes não tem estrutura para proteger a produção, ficam sem os legumes e verduras e precisamos buscar de fora”, finaliza Rossi. 

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