O chimarrão nosso de cada dia, ‘’oferece muito mais do que apenas benefícios físicos e mentais. Proporciona conhecimento, troca, partilha, diálogo, vivência, experiência, cultura, tradição e sentimentos nobres, além de uma infinidade de propriedades medicinais que tratam do nosso corpo”. O chimarrão em suas diversas formas enriquece o dia a dia de seus consumidores. É na Roda de Mate que se trocam experiências, os mais velhos contam aos jovens causos de antigamente e a história vai passando, de mão em mão, de geração a geração. É também durante a Roda de Mate que a família se reúne e, em comunhão, partilha de um hábito tão completo. Conversa, resolve seus conflitos, convive e cresce unida. Filhos se espelhando nos pais, que outrora, numa roda como aquela, se espelharam em seus pais. E é assim que nossa cultura e tradição são passadas.
Por isso, o Mate também é um símbolo da Liberdade, Igualdade e Humanidade, pois, numa Roda de Mate, todos são iguais. Peão e patrão, rico ou pobre, indiferente de raça, cor, religião ou posição social. Todos tomam da mesma cuia e dividem a mesma bomba num silencioso tratado de paz, respeito e união, numa aliança que não tem começo ou fim. Diz-se que não existe nada mais universal do que o regional. E o chimarrão é uma linguagem universal que todos nós, da América do Sul, nascemos sabendo falar. Nós mateamos desde piás.
Muitas vezes, nem sabemos porque ou de onde vem este hábito e seus valores, mas desde muito pequenos, sabemos o que fazer. Segundo o médico pesquisador Dr. Oly Pedrinho Schwingel, a erva-mate age beneficamente sobre o sistema nervoso central, por isso, os usuários do mate são menos propensos ao uso do álcool e drogas, vícios que desestruturam a sociedade em que vivemos, destruindo as famílias e corrompendo os homens. Por isso, e por todos os benefícios da erva-mate, é que nós acreditamos que vale a pena estimular o uso do chimarrão, como cultura que agrega e valoriza o ser humano e como hábito, que fortalece e mantém vivas nossas tradições’’. O nosso chimarrão é tão precioso que ganhou até uma Escola, que ensina a fazer mate, e divulga as propriedades medicinais, nutraceuticas da erva mate. O chamado Instituto Escola do Chimarrão, criado em Venâncio Aires, nasceu de um projeto sociocultural independente, que tinha como objetivo inicial a divulgação do chimarrão em suas diversas formas, bem como aspectos de sua origem, história, usos e costumes e propriedades medicinais e sociais. O objetivo é divulgar a erva-mate e chimarrão (os 500 anos de história, tradição, cultura e hábito, e as propriedades medicinais), explorar o aspecto social (a magia da integração), o chimarrão com arte, (exposição de até 36 modelos diferentes), agregando novos consumidores à erva-mate, na forma de chimarrão, chá ou outras formas de consumo, difundir o hábito salutar do chimarrão a quem procura por saúde e qualidade de vida.
A partir de novembro de 2004, o projeto transformado em ONG, abre seus horizontes e passa a divulgar o chimarrão e seus benefícios não apenas aos gaúchos, mas ao mundo. São mais de 15 anos de trabalho, com participação efetiva em diversos eventos por todos os recantos do Rio Grande do Sul, e outros estados do Brasil. E inclusive, dentro do Congresso Nacional, onde junto com o IBRAMATE realizaram uma mateada histórica com mais de 30 Deputados Federais e 8 Senadores. Esse currículo cultural se fortalece através da credibilidade proporcionada pelas parcerias conquistadas ao longo dos anos que apostam e investem no trabalho realizado pelo Instituto Escola do Chimarrão. São empresas de grande reconhecimento no mercado como Carrefour, Ferrari Consultoria Tributária, Ultragaz, Dimelthoz, Churrascaria Vento Haragano (São Paulo), além de várias empresas locais, e também órgãos públicos como a Polícia Federal do Rio Grande do Sul, Secretarias Estaduais e Governo do Estado.
Mas, porque uma Escola de Chimarrão? Será que o gaúcho não sabe fazer chimarrão? Pense nisso, enquanto tomemos um mate!