O céu e o inferno, ou a justiça divina segundo o espiritismo (parte II)
O Medo da Morte
O medo da morte sempre suscitou apreensões, incertezas, angústias.
O que nos reserva após a partida desse mundo físico?
Seremos melhores ou piores?
Existem penas eternas?
Quando fazemos essas perguntas, por óbvio, acreditamos na existência da vida futura.
Contudo, ainda assim não é o suficiente para termos completa compreensão dessa realidade.
A Humanidade clama por explicações, pois há um vazio a ser preenchido.
Os indivíduos, hoje mais esclarecidos, mais preparados intelectualmente, esperam por algo que seja coerente e lhes traga explicações lógicas sobre a vida e...sobre a morte.
Como menciona Jorge Elarrat Canto, palestrante espírita, com Moisés tivemos a fase da consolidação do monoteísmo, a fase do NÃO: não matarás, não adulterarás, não roubarás...
A seguir, a Humanidade vivenciou o início da fase da Boa Nova trazida por Jesus, ao afirmar que Deus é um Deus de Justiça, de Misericórdia, de Bondade e que não pune ninguém, nós é que sofremos as consequências de nossos próprios atos, bons ou não (“...a cada um, segundo suas obras...” – Jeremias, 17:10 e Mateus, 16:27). Essa fase, continua Jorge Elarrat, foi a das afirmações: perdoa seus inimigos, ame o próximo, faça o bem.
Hoje estamos vivendo a Terceira Revelação, a fase dos porquês: por que devo perdoar? Por que sofro? Para onde vou depois que eu morrer?
Portanto, vivemos agora, a fase da “infância espiritual”.
E o que se deve fazer nessa fase? Buscar nos instruir!
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João, 8:32)
“Os Espíritos que presidem ao grande movimento regenerador agem, pois, com grande sabedoria e previdência, coisa que os homens não podem fazer, porque aqueles abrangem a marcha geral dos acontecimentos, enquanto nós outros não vemos senão o círculo limitado do nosso horizonte. ” (KARDEC, Allan. Trad. Evandro Noleto Bezerra. O Céu e o Inferno. Prefácio).
(Próximo tema: Obra Básica Da Doutrina Espírita - o céu e o inferno – parte IV)