Falando sobre o amor
Normalmente, temos o conceito de amor sensual.
Segundo os gregos, temos basicamente, três tipos de amor: o amor filial, o amor sensual e o amor incondicional ou ágape.
Aqui, falaremos sobre o amor que esperamos receber de quem nutrimos o mesmo sentimento.
As diversas experiências é que nos darão condições de aprendermos, de termos discernimento sobre qual amor recebemos e sentimos e que, quanto mais tivermos, mais teremos para dar.
Nossa inabilidade em exercitar qualquer das formas desse sentimento, por vezes nos aprisiona no comodismo e ao invés de buscarmos superar e entender o que sentimos e o que recebemos, atribuímos aos outros nossas frustrações, raiva, mágoa.
E falando de comodismo...
É o que normalmente acontece nos relacionamentos conjugais, como compensação ao desprezo com que somos tratados, quando justificamos nossa infelicidade a “débitos do passado”, ao “carma”.
O Espírito Hammed em sua obra As Dores da Alma, afirma que “O produto amargo de nossa infelicidade amorosa são nossas mágoas, resultado direto de nossas expectativas, que não se realizaram, sobre nós mesmos e sobre as outras pessoas”. (NETO, Francisco do Espírito Santo, p/Espírito Hammed. As Dores da Alma. Pg. 112).
Isto é, equivocadamente, costumamos depositar a responsabilidade de nossa felicidade naqueles que nos interessam.
Deixamo-nos magoar pelos outros e magoamos a nós mesmos, não admitindo que “a origem de nossas dores morais é fruto de nossa negligência”. De esperar que os outros nos proporcionem felicidade.
Desencontros “na área da afetividade”, podem ser provenientes da falta de conhecimento de processos psicológicos que nos afetam (carência afetiva, decepções vivenciadas, traumas emocionais familiares...). Isto é, falta de conhecimento sobre nós mesmos (Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Em outras palavras: conheças a ti mesmo).
Buscar a origem de nossas aflições é primordial para conseguirmos o equilíbrio emocional e fazermos nova avaliação de nossos sentimentos e de nossa capacidade de superação.