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Saúde

Dia Mundial da Voz: vamos falar sobre como preservá-la?

Especialista de Erechim, João Elmar de Oliveira, reforça a importância de alguns hábitos que contribuem para a qualidade vocal e previnem sérios problemas

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Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Cotidiano agitado, tarefas de casa, trabalho, amigos, enfim, ali está a voz, concedendo um suporte importante, que, no entanto, nem sempre é valorizado.

Nesta sexta-feira, 16 de abril, Dia Mundial da Voz, o Bom Dia traz um alerta para hábitos que contribuem para a qualidade vocal e previnem sérios problemas.

O médico otorrinolaringologista de Erechim, João Elmar de Oliveira, explica que a saúde vocal merece uma valorização especial, sendo que a comunicação por meio de sons integra a linguagem humana, que ainda pode acontecer por meio de sinais e palavras.

Conforme o especialista, poucas pessoas se preocupam com o aparelho fonador e somente atentam para isso, quando percebem alguma alteração: ficam roucas ou mudam de tom. “Algumas categorias de profissionais exigem um olhar ainda mais diferenciado à esse tema. À exemplo estão os locutores, cantores, políticos, oradores, professores, entre outros. Estes nem sempre tem uma preparação para o uso da voz por um tempo contínuo, como quatro ou oito horas durante o dia”, alerta.

Dr. João Elmar enfatiza que, com a persistência da rouquidão, podem surgir nódulos nas cordas vocais, cistos e outras lesões que, caso não houver um cuidado com fonoterapia, orientação e outras práticas, podem levar à necessidade de uma cirurgia no futuro. “Por isso, reforço alguns fatores que merecem ser evitados: Uso exagerado da voz que pode causar rouquidão e insistência do uso da voz na rouquidão”, pontua, citando que a hidratação é fundamental. “Atualmente sabemos que a indicação é tomar em média, de 1,5 litro a dois litros de água por dia para que haja limpeza e hidratação das cordas vocais”, destaca.

Cuidados constantes para promover a qualidade da voz:

Repouso vocal;

Evitar gritos;

Não pigarrear;

Não “competir” com sons altos;

Não falar muito em ambientes secos, empoeirados, com mofo e todos os outros fatores que podem causar irritação;

Não falar enquanto pratica exercícios

Não fumar ou falar muito em ambientes de fumantes;

Não rir alto;

Não utilizar bebidas alcoólicas em excesso.

O especialista alerta que o refluxo gastroesofágico é altamente irritante às pregas vocais e deve ser tratado.

Avanços na área

Segundo o otorrinolaringologista de Erechim, os principais avanços no campo da Otorrinolaringologia, foram: a microcirurgia de corda vocal, feita com o suporte de um microscópio cirúrgico; e videolaringoscopia, que possibilita um aumento da imagem e da precisão no diagnóstico de pequenas lesões e, por consequência, um tratamento precoce eficiente que pode evitar, muitas vezes, as cirurgias.

Saiba mais

* Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que sejam diagnosticados mais de 7 mil novos casos de câncer de laringe por ano no Brasil. Aproximadamente 60% dos casos se iniciam na glote, área onde ficam as cordas vocais. Por isso, cuide-se!

 

* A voz e a pandemia pela covid-19

* Com informações: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

A campanha de 2021, referente ao Dia Mundial da Voz, também reforça a importância dos cuidados em tempos de pandemia pela covid-19. As pessoas têm feito mais esforço para falar por causa do uso das máscaras, que abafam a voz e dificultam a articulação. Além disso, novas demandas vocais e posturais surgiram com o excesso do universo on-line (aulas, palestras, reuniões, treinamentos), o que exigiu uma reorganização da integração voz e corpo para corresponder aos desafios do novo momento.

Outro público diretamente impactado envolve as pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus e que evoluíram com intubação ou sequelas neurológicas, necessitando de reabilitação vocal. “Há um estudo que apresenta a prevalência e a gravidade da lesão laríngea proporcional ao tempo que o paciente precisou ficar intubado, resultando em risco de disfonia (76%) e disfagia (49%)”, comenta Lívia Lima, fonoaudióloga e coordenadora do Departamento de Voz da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

 

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