O Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus realizou hoje (23), uma reunião extraordinária, para avaliar o cenário da epidemia na R16 e a possibilidade de alteração de alguns protocolos variáveis.
Na oportunidade foram verificados vários indicadores da Plataforma Regional de Monitoramento (PRM) e do próprio Sistema 3As, do Governo do Estado. Ambas as fontes apontam para um cenário de avanços, a partir da leitura que os indicadores da R16 estão melhorando.
Conforme os integrantes da equipe técnica, o número de casos ativos vem reduzindo a cada levantamento regional e as taxas de ocupação das estruturas hospitalares também sinalizaram um decréscimo expressivo.
Atualmente, o percentual da ocupação dos leitos de terapia intensiva está no patamar de 54,05% e dos leitos clínicos, incluindo os dois hospitais de Erechim (Fundação Hospitalar Santa Terezinha e Hospital de Caridade), além das 10 casas de saúde regionais, está em 14,55%. “Felizmente, graças aos números positivos, estamos verificando a redução no número de óbitos”, afirma Jackson Arpini, membro do Comitê, citando que, mediante o novo cenário, mais alentador, o comitê regional entendeu que alguns protocolos variáveis mais rígidos podem ser flexibilizados, fato que vai ocorrer mediante a publicação dos decretos municipais.
Contudo, os membros ressaltam que a região ainda enfrenta a pandemia do novo Coronavírus e as flexibilizações não significam dizer que tudo está liberado e, sim, todos os setores possuem regramentos e protocolos que devem ser observados, apenas se apresentam de forma mais branda.
Casos Ativos
Observando o gráfico de casos ativos da PRM, verificamos que em 11/06 a região registrava 1.076 casos ativos e, segundo o último levantamento do dia 23/07, registrou 280 casos, numa redução de 796 casos.
Temos que ter presente que para reduzir os números para patamares aceitáveis são necessárias várias medidas, muitas vezes rígidas e impopulares, porém necessárias. “Para que o cenário se altere para números negativos qualquer descuido ou negligência são suficientes”, aponta Arpini.
O comitê regional entende que precisamos continuar nessa trajetória de avanços, observando as medidas de prevenção, os protocolos variáveis estabelecidos para o momento e a ampliação da cobertura vacinal.