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Saúde

Cinco municípios confirmam casos de dengue na região

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Qualquer possibilidade de acúmulo de água, pode se tornar um foco de dengue
Fonte SINAN, dados extraídos em 07 03 2022.jpg
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação/ 11ª CRS

Temperaturas elevadas e chuva. Uma combinação perfeita para a proliferação dos mosquitos. E eles estão por toda parte. No entanto, muito além do incômodo, coceira e manchas que as picadas podem provocar na pele, uma preocupação está em relação à espécie Aedes aegypti, que pode ser transmissora de doenças como: dengue, chikungunya e zika. Desse modo, o alerta das equipes de saúde é permanente no que diz respeito à prevenção, essencialmente pelo ato de evitar possíveis criadouros do mosquito.

Ao fazer uma análise do período que compreende o dia 02 de janeiro até o dia 07 deste mês, um dos aspectos que chama a atenção é que a região voltou a confirmar casos de dengue. Os dados estão no Boletim Informativo divulgado pela equipe da Vigilância Ambiental da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) de Erechim.

Conforme o documento, já são 10 registros de confirmações, destes, cinco são casos importados e cinco autóctones (contraídos na própria região).

Suspeitas e confirmações

A responsável pela Vigilância Ambiental, Maria Helena Dalmaso, frisa que o mosquito Aedes está presente nos 33 municípios. Ao mesmo tempo, ela comenta que, só neste ano já foram contabilizados 190 casos suspeitos de dengue, considerando que 86 foram descartados e 93 continuam aguardando investigação ou digitação dos dados no sistema pelos responsáveis dos municípios. “Até o momento, 11 municípios notificaram casos suspeitos e, destes, cinco confirmaram casos positivos na Região 16 de Saúde. São eles: Paulo Bento (4); Erechim (2); Barão de Cotegipe (2); Estação (1) e Getúlio Vargas (1)”, pontua.

Maria Helena salienta que as ações preconizadas pelo Programa Nacional de Controle da Dengue, envolvem o bloqueio de transmissão, orientação à população – incluindo o pedido para que sejam eliminados os depósitos de água e a solicitação para que a comunidade amplie o uso de repelente, pois há muitos mosquitos. “A população precisa fazer a sua parte, monitorar seus terrenos e contribuir para resultados positivos à saúde coletiva”, enfatiza.

Erechim

No ano passado já foi registrada uma epidemia de dengue em Erechim, com mais de 3.800 casos. Mais um motivo para que toda população mantenha os cuidados redobrados à favor da eliminação de possíveis focos do Aedes.

A chefe de Equipe de agentes de combate a endemias, Luciana Zukovski, reforça que os profissionais estão mobilizados e contam com o suporte dos munícipes para que esse cenário não se repita. “Infelizmente a nossa cidade está infestada pelo mosquito Aedes e é uma grande preocupação. Vale destacar que, uma das melhores formas de combate é a prevenção. Do mesmo modo, atualmente um dos focos mais comuns para encontrar larvas do mosquito, são as caixas para armazenamento da água da chuva, até mais do que em terrenos baldios”, assinala.

De acordo com Luciana, muitas pessoas têm esse hábito e, ecologicamente, é muito bom guardar a água para lavar calçadas, regar plantas, porém, especialmente em períodos como esse, que intercala momentos de calor intenso com chuva, a facilidade de proliferação do mosquito é ainda mais expressiva. Sendo assim, todo cuidado é imprescindível. “Pedimos para que toda população redobre os cuidados, lave as caixas, pois os ovos do mosquito ficam depositados nas paredes dos recipientes, incluindo os pratinhos de vasos de flores. Qualquer possibilidade de acúmulo de água, pode se tornar um foco de dengue”, alerta, citando que os agentes prosseguem um trabalho intenso de visitação, inspeções e orientação à comunidade, contudo, o sucesso das ações depende ainda mais do cuidado especial por parte da população.

 

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