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Saúde

Região enfrenta nova epidemia de dengue

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Um dos itens que merece atenção redobrada são os pratinhos de vasos com plantas
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Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Somente neste ano, os municípios da Região de Saúde 16, registraram no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 1036 casos suspeitos de dengue, até o momento, sendo 287 confirmações, 253 casos descartados e 496 em investigação.

Até a última semana, (SE 14/2022), 25 municípios notificaram casos suspeitos de dengue e, destes, 12 confirmaram casos positivos. Os números mais expressivos estão em Erechim (129); Paulo Bento (86) e Campinas do Sul (55).

De acordo com a bióloga que atua na 11ª CRS, Claudia Santin Zanchett, os indicadores se acentuaram no início de março, com um pico de notificações de casos clínicos na segunda quinzena e isso se manteve na primeira quinzena de abril. “Nesse momento em que os municípios vivenciam novamente uma epidemia de dengue, com alguns enfrentando uma situação crítica, foi preciso atuar de forma mais direcionada, na tentativa de otimizar os resultados, buscando conter a transmissão da dengue”, explica, ao pontuar que, sempre que há um caso suspeito, é realizado o bloqueio de transmissão viral, o qual é feito em três frentes: 1ª: mutirão para remoção mecânica de todos os depósitos que podem ser possíveis criadouros do mosquito (trabalho desenvolvido pelos agentes de combate às endemias); 2ª: é feito o bloqueio químico, com aplicação de inseticida (na casa de onde há suspeita de dengue e na vizinhança próxima), com utilização de um nebulizador costal; 3ª: se, mesmo após vários ciclos de aplicação prossegue o aumento de casos, é realizado o bloqueio de transmissão viral, utilizando a UBV pesada motorizada – aplicação de inseticida mais potente por meio de uma máquina colocada em cima de uma camionete. “Quem coordena essa aplicação é a Secretaria Estadual da Saúde, em razão dos riscos ambientais. Há municípios em que já ingressamos nessa terceira fase”, acrescenta Cláudia.

Em paralelo, as equipes técnicas trabalham expressivamente com a educação ambiental. Um exemplo está o veículo com uma pessoa caracterizada pela figura do mosquito, que circula pela cidade com o propósito de orientar e sensibilizar a população para os cuidados redobrados que podem auxiliar a remover os possíveis criadouros em suas casas. “Essa é a única forma para reduzirmos a população de mosquitos”, ressalta a bióloga.

Ela frisa, ainda, que é essencial que todas as pessoas contribuam nesse processo de prevenção e observem seus terrenos, eliminando recipientes e outros objetos que possam armazenar água parada. Entre os principais estão: pratinhos de vasos com plantas (a dica é colocar areia), pneus velhos e caixas d’água sem armazenamento correto – nesse caso é preciso monitorar e fazer a limpeza adequada.

 

 

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