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Saúde

Mês de alerta contra as hepatites: testagem e acompanhamento estão disponíveis no SUS

teste
Enfermeira, Sara C. Campanhol Rempel
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Em meio às campanhas de saúde que são reforçadas por cores específicas, neste mês, o destaque é para o movimento ‘Maio Vermelho’, que tem o propósito de ampliar a conscientização sobre a importância de prevenir as hepatites. 

De acordo com o Ministério da Saúde, as hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Trata-se de uma infecção que atinge o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Quando há sinais, os mais comuns são: Cansaço; Febre; Mal-estar; Tontura; Enjoo; Vômitos; Dor abdominal; Pele e olhos amarelados; Urina escura e fezes claras.

A enfermeira do Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica e do Serviço de Segurança do Paciente do Hospital Santa Terezinha, Sara C. Campanhol Rempel, explica que existem cinco subtipos do vírus: A, B, C, D e E, e o avanço da infecção, quando não tratada, compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão. 

Como ocorre a contaminação?

A contaminação ocorre por meio do contato com sangue contaminado; compartilhamento de agulhas e seringas; reutilização ou falhas de esterilização de equipamentos médicos, odontológicos, de manicure e tatuagem; relações sexuais sem o uso de preservativo e contaminação por fezes, água ou alimentos contaminados (Hepatite A). “A Hepatite D é mais comum na região Norte do país e o vírus da Hepatite E é menos comum no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia”, acrescenta a enfermeira.

Diagnóstico

Segundo Sara, o diagnóstico da hepatite é feito por meio de exame de sangue: teste rápido (Hepatite B e C) ou laboratorial, os quais estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), de forma gratuita. “O SUS dispõe das UBS’s que possuem vacinação, exames, orientação e acompanhamento às pessoas infectadas. A Fundação Hospitalar Santa Terezinha também faz parte dessa Rede de Atenção à Saúde, contando com o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e o Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica, que promovem acompanhamento intra-hospitalar diante de doenças e agravos como as hepatites virais, além de comunicação com a Epidemiologia Municipal. Todos juntos no combate às hepatites virais”, destaca Sara ao frisar que, o conhecimento e a prevenção são os melhores “remédios” contra as hepatites virais.  

Já o serviço de referência para orientação, investigação, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de casos de hepatites da Secretaria Municipal de Saúde de Erechim, está localizado no setor de Vigilância em Saúde, na Rua Santo Dal Bosco, 160, salas 201/202. O telefone para contato é: 3520 7243.

Para outras informações procure a sua Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.

Existe vacina para as hepatites?

* A vacina da Hepatite A é ofertada de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é realizada aos 15 meses de idade.

* A vacina da Hepatite B também é ofertada sem custo, sendo que hoje a primeira dose é administrada logo após o nascimento, lembrando que a hepatite B não tem cura.

* Contra a Hepatite C não existe vacina, porém há medicamentos que permitem sua cura.

 

O que você sabe sobre a hepatite misteriosa em crianças?

(Com informações: Instituto Butantan)

Um tipo de hepatite aguda de origem desconhecida está acometendo crianças em ao menos 20 países. Muito severa, a doença não tem relação direta com os vírus conhecidos da hepatite, e 10% dos casos exigiu transplante de fígado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 29/4, mais de 200 casos haviam sido reportados no mundo, a maioria (163) no Reino Unido. Houve relatos na Espanha, Israel, Estados Unidos, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Itália, Noruega, França, Romênia, Bélgica e Argentina - a maioria em crianças de um mês a 16 anos, com uma morte relatada. No Brasil, até ontem, 16 casos suspeitos estavam sob investigação.

A organização afirma ainda investigar a origem e as causas da doença, mas descarta relação com as vacinas contra a covid-19.

1- O que é a hepatite aguda?

A síndrome clínica entre os casos identificados é a hepatite aguda (inflamação do fígado de forma abrupta) com enzimas hepáticas acentuadamente elevadas. O adenovírus foi detectado em pelo menos 74 casos; em 18 casos, testes moleculares identificaram a presença do adenovírus F tipo 41 e em 20 foi identificada a presença do SARS-CoV-2. Além disso, em 19 houve uma coinfecção por SARS-CoV-2 e adenovírus.

Os vírus comuns que causam hepatite viral aguda (vírus da hepatite A, B, C, D e E) não foram detectados em nenhum desses casos. Viagens internacionais ou conexões em outros países não foram identificados como fatores da doença. Sua real causa ainda está sob investigação pela OMS.

2- Quais são os sintomas e o tratamento?

Muitos casos de hepatite aguda apresentaram sintomas gastrointestinais, incluindo dor abdominal, diarreia e vômitos e aumento dos níveis de enzimas hepáticas, além de icterícia e ausência de febre.

O tratamento atual busca aliviar os sintomas, manejar e estabilizar o paciente se o caso for grave.

3- Por que o surto de hepatite em crianças é considerado incomum? É devido ao adenovírus?

Em muitos casos, a infecção por adenovírus foi detectada nas crianças afetadas, e a ligação entre os dois está sendo investigada como uma das hipóteses para a causa da doença.

O adenovírus é um vírus comum que pode causar sintomas respiratórios, vômitos e diarreia, e, no geral, a infecção por tais vírus é de duração limitada e não evolui para quadros mais graves.

 

 

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