Diante da informação, repassada pelo diretor do Santa, Márcio Pires, que 85% dos atendimentos do Pronto-Socorro do hospital são da atenção básica, procurei a secretária municipal de Saúde, Eclesan Palhão, para entender o que está acontecendo, já que não é apenas o setor público de saúde que está sofrendo com excesso de atendimentos.
UPA: central para problemas respiratórios
Eclesan afirma que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que atende 12 horas por dia, foi transformada, nesse momento, num centro para atender questões respiratórias, e pessoas que tem outros problemas acabam acessando o Pronto-Socorro, mesmo quem poderia ser atendido nas Unidades Básicas de Saúde: “Isso que nem chegou o inverno ainda. Temos um limite de atendimentos, e estamos nesse limite. Estamos tentando contratar mais médicos, mas em vários editais que são abertos, não aparecem interessados”, comenta a secretária.
Sem tomar a vacina, pressiona o sistema público de saúde
O aumento de casos respiratórios é normal nessa época do ano. Mas Eclesan atenta para um dado que colabora para ampliar os casos: “47% da população de Erechim não tomou a terceira dose da covid. E isso acaba acarretando problemas e pressionando o sistema público de saúde”, salienta.
Importância de usar máscaras
A secretária solicita para os usuários, procurarem o hospital quando o problema é mais grave, e irem até sua unidade de saúde: “no inverno precisamos ter cuidados mais redobrado com nossa saúde. As pessoas que estiverem gripadas devem utilizar máscaras, e mesmo aquelas que estão em ambientes com pessoas gripadas”, finaliza Eclesan.