21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Saúde

Falta de medicamentos em farmácias e hospitais de Erechim

teste
Pais não estão encontrando antibióticos para as crianças nas farmácias de Erechim
Claudiomiro Carus, Superintendente do Hospital de Caridade: “estamos sendo impactados diretamente co
Coordenadora de Suprimentos do HC, Nadia Cristina Janisch: “Outro fator agravante é a chegada do out
Diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Márcio Pires: “A glicina, que é utilizada
Por Rodrigo Finardi
Foto Paulo Fróes, e Divulgação

Principalmente antibióticos para crianças e itens simples, como soro, em função de fatores como a guerra da Ucrânia e da Rússia, lockdown na China e protestos de funcionários da Receita Federal em portos e aeroportos  

Um pai com receita em mãos, e a mãe com criança no colo, com sinais visíveis de problemas respiratórios, entra na quinta farmácia em Erechim, na esperança de encontrar o antibiótico para a sua filha. E escuta a mesma resposta: “estamos em falta”. Isso na noite da terça-feira (24).

Dificuldades dos pais em encontrar antibióticos

Esse é apenas um exemplo das dificuldades que os pais estão tendo para encontrar antibióticos. E para driblar a ausência de alguns remédios, médicos estão prescrevendo outros itens, para amenizar problemas de infecções respiratórias. O problema é verificado em Erechim, no RS e em outros estados.

Aumento de demanda

Na manhã de ontem (25), fui até uma farmácia no centro de Erechim e perguntei para um farmacêutico sobre a falta de medicamentos, principalmente para crianças. Afirmou que a demanda aumentou e a entrega pelas empresas está mais lenta em função da falta de insumos, oriundos principalmente da China: “estamos orientando que as pessoas solicitem aos médicos receitas dos remédios que temos em estoque, para tentar amenizar o problema. E cada vez que chega um lote, rapidamente termina, em função da espera”.

Problema além das farmácias

Mas o problema vai além das farmácias. Nos hospitais da cidade também faltam itens. O Superintendente do Hospital de Caridade, Claudiomiro Carus, afirma que “estamos sendo impactados diretamente com o desabastecimento de alguns insumos, principalmente antibióticos, soros e alguns medicamentos pontuais”.

As causas do momento delicado

A Coordenadora de Suprimentos do HC, Nadia Cristina Janisch, salienta que se vive um momento bastante delicado, no que tange a medicamentos, insumos e materiais hospitalares: “tudo isso é devido o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, lockdown na China e também a dificuldade da liberação de produtos em porto e aeroportos, em função dos protestos dos funcionários da Receita Federal”.

Sobrecarga e desabastecimento geral

“A proibição por parte da Anvisa, de produtos de uma empresa que produzia grandes quantidades de soro, acabou sobrecarregando os demais que não estão conseguindo dar conta da demanda brasileira. Todo o soro é envazado em plástico e se tem grande dificuldade de se conseguir o produto para confecção das embalagens, o que contribui também para esse desabastecimento geral”, pontua Nadia.

 

Alternativas terapêuticas

Nadia salienta que se trabalha de forma diária na busca de soluções: “Temos trabalhado muito no dia a dia com o corpo clínico do hospital e a equipe de farmacêuticos para buscarmos alternativas terapêuticas quando algum produto começa a faltar. Tem sido um quebra-cabeça diário, para não deixar o paciente sem o tratamento que precisa”

Doenças respiratórias

“Outro fator agravante é a chegada do outono, com aumento das doenças respiratórias, principalmente em crianças. O sistema que já vinha sobrecarregado em função da pandemia, é novamente afetado agora”, finaliza Nadia.

Falta de medicamentos na indústria

O diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Márcio Pires, também se mostra preocupado com o momento: “estamos enfrentando algumas faltas de medicamentos. Os médicos estão substituindo por outros que estão disponíveis no mercado, mas realmente, alguns medicamentos estão em falta na indústria.

Cirurgias de próstata suspensas

Márcio relembra que há pouco tempo o soro, que é básico, estava em falta e o preço subiu: “e a situação se repete a cada pouco, com outros medicamentos. Quase ficamos sem soro, faltou muito pouco. A glicina, que é utilizada para cirurgia de próstata e procedimentos urológicos não tem no mercado, e com isso tivemos que suspender os procedimentos”.

Contratos com fornecedores

Como os dois hospitais – Caridade e Santa – tem contratos antigos com fornecedores, ainda conseguem se precaver para que o problema de falta de medicamentos não seja ainda maior.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas

;