Todos os anos, de 1° a 7 de agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno é celebrada em mais de 170 países. A iniciativa é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e de seus parceiros, a Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). A mobilização tem o objetivo de promover a amamentação como alimento natural por excelência para melhorar a saúde dos bebês do mundo.
No Brasil, desde 2017, o apoio à amamentação é estimulado durante todo o mês, seguindo a Lei Nº 13.435, que instituiu o mês de agosto como Mês do Aleitamento Materno, conhecido como ‘Agosto Dourado’, devido à cor que simboliza o padrão ouro de qualidade do leite humano.
Para explicar e conceder mais informações sobre o movimento, a enfermeira Andiana Castagnara, coordenadora do setor Materno Infantil da Secretaria de Saúde de Erechim, participou do Programa Equilibre-se. Veja a seguir os destaques da conversa que vai ao ar nesta quinta-feira (4).
Alimento ideal
Inicialmente Andiana ressaltou que o melhor alimento que o bebê pode receber é o leite da mãe. “Durante esse mês acontece uma série de ações para apoiar as mulheres para que elas consigam amamentar o maior tempo possível. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde recomendam que as mães amamentem exclusivamente no peito pelos primeiros seis meses, sem precisar de complementos como água ou chá. A partir desse momento começa a introdução alimentar mas prossegue a amamentação até os dois anos de idade ou mais”, explicou.
Múltiplos benefícios
Tanto a mãe como o bebê podem se beneficiar com a amamentação. No caso dos ‘pequenos’, há vários estudos que apontam: quem é amamentado com leite materno, tem menos riscos de apresentar problemas respiratórios, infecções intestinais ou desenvolver obesidade, diabetes e doenças alérgicas no futuro. “Crianças que mamam têm menos chances de ficar doente ou ser internadas, e podem ser beneficiadas na área intelectual. No momento da amamentação, o bebê consegue desenvolver os músculos da face e pode ter uma dentição melhor e isso vai interferir posteriormente na fala e no vínculo com a mãe. Como ele imagina que está ainda no útero, é um instante que representa, ao mesmo tempo, segurança e proteção”, pontuou a coordenadora ao afirmar que trata-se de um alimento que está pronto e não precisa comprar ou aquecer.
Para as mulheres, diminui os riscos de câncer de mama ou ovário, ou futuramente, osteoporose, diabetes, entre outras doenças.
Segundo Andiana, durante a gestação o aconselhável é que mãe leia e estude mais sobre esse processo. Ela salientou que, para amamentar o primeiro aspecto é o ‘querer da mãe’. No entanto, na prática, isso nem sempre acontece de forma natural e as vezes exige mais cuidados, pois é algo que requer paciência e perseverança. “Há situações em que o bebê tem mais dificuldades, dorme muito e por isso é essencial o apoio dos familiares e a ajuda profissional para passar essa fase. Estamos nas Unidades Básicas de Saúde e nos hospitais para oferecer esse suporte”, reiterou.
Na mesma linha, é fundamental que a mãe se alimente muito bem e faça a ingestão de líquidos, pois o organismo perde muitas calorias. Além disso, ela precisa estar calma e tranquila para liberar os hormônios e conseguir amamentar. “A questão emocional interfere muito na amamentação”, alertou a enfermeira.
Outro aspecto é que o bebê precisa sugar. Quando mais ele fizer isso, mais a mãe vai produzir leite. No início, quando ele ainda é pequenino, precisa mamar em torno de oito a 10 vezes por dia e isso exige bastante de toda família para que haja êxito. “No caso das mães que trabalham fora, hoje a lei permite que elas fiquem pelo menos quatro meses em casa e penso que, principalmente nos dois primeiros meses, a dedicação deve estar voltada somente ao filho e a ela. As outras atividades ficam com os demais familiares”, acrescentou.
A coordenadora do setor Materno Infantil lembrou, ainda, que há mulheres que não podem amamentar por algum motivo e deve haver compreensão e respeito, pois há leites com qualidade muito boa. “Elas podem oferecer esse alimento de maneira carinhosa, o que também irá fortalecer o vínculo entre mãe e bebê”.
Atenção das equipes
Durante a entrevista, Andiana reforçou o convite para quem tiver interesse em participar dos Grupos de Gestantes no município. Basta contatar com a equipe ou se dirigir à UBS de sua referência.
Por sinal, em cada bairro, as unidades estão envolvidas no clima do Agosto Dourado e realizaram decorações especiais para receber o público e incentivar a causa.
Equipes ampliam conhecimentos
Nesse mês de agosto, a Prefeitura de Erechim, por meio da Secretaria de Saúde promovem duas capacitações especialmente às enfermeiras, nos dias 10 e 11.
Já no dia 17 haverá um evento aberto a toda equipe de saúde, na URI, com a médica pediatra da Secretaria. Uma atualização dos conhecimentos para melhorar cada vez mais o atendimento à população..