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Saúde

Na última década, incidência de câncer de mama em mulheres jovens, dobra na região

Médico radiologista, Aldo Paza Junior, reforça alerta da Sociedade Brasileira de Mastologia e cita entre os fatores de risco, o estilo de vida, a obesidade e o sedentarismo

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Uma preocupação ainda mais significativa é que o tumor costuma ser ainda mais agressivo no público j
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Ao considerar o triênio 2020-2022, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que ocorram 66.280 novos casos de câncer de mama (por ano) no País.

De acordo com o órgão nacional, a maior probabilidade é de a doença atingir mulheres acima dos 50 anos, contudo, um dado da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) chama a atenção: o aumento da incidência de câncer de mama entre mulheres mais jovens (com menos de 35 anos de idade).

Conforme a entidade, nos últimos dois anos, a ocorrência da doença em mulheres nessa faixa etária representou 5% do número total de casos. Historicamente, esse indicador era de 2%.

Em Erechim e região, a percepção é semelhante. O médico radiologista, Aldo Paza Junior, que atua na Clínica Kozma, assinala que, mesmo que haja uma menor incidência na faixa abaixo dos 35 anos, nos últimos 10 anos o número de casos dobrou. “Em meio a isso, uma preocupação ainda maior diz respeito ao fato de que o tumor costuma ser ainda mais agressivo no público jovem - por estar fora do grupo de rastreamento mais frequente - a partir de 40 anos, em comparação às mulheres de mais idade, faixa em que os índices de cura são melhores”, comenta ao citar que a realidade geralmente se difere na juventude devido ao diagnóstico tardio e esse cenário atinge todas as classes sociais.

Fatores de risco

Para o especialista, alguns fatores de risco podem estar relacionados a esse aumento significativo. São eles: estilo de vida de muitas pessoas, como menor número de filhos, gestação mais tardia (após os 30 anos de idade) ou pela opção de não gestar, além do sedentarismo, obesidade, tabagismo, alimentação desequilibrada e stress.

Atenção, cuidado e prevenção

Desse modo, vale reforçar que a prevenção é essencial e isso pode acontecer por meio da melhora dos hábitos do cotidiano, com uma vida mais saudável e mantendo as consultas periódicas com o ginecologista.

Quanto à mamografia, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é que o exame seja feito anualmente para mulheres a partir dos 40 anos com risco habitual e a partir dos 25 - 30 anos para mulheres de alto risco.

 

 

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