A partir da ideia de ampliar o debate com os pacientes, acompanhantes e toda a comunidade regional, membros da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim, promoveram atividades especiais nesta terça-feira (27).
A ação, que marcou o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, teve distribuição de panfletos e muita conversa entre a equipe técnica e as pessoas que passaram pela casa de saúde. “Sabemos que para conscientizar o maior número de pessoas é preciso que esse tema seja debatido. A única forma de ser um doador no Brasil, é informar a sua família a qual poderá autorizar a doação”, explicou a psicóloga, Luana Gasparetto Fontanella.
Cenário desafiador
O movimento reforça a importância de refletir e debater sobre a doação de órgãos que sofreu diminuição durante a pandemia e impactou diretamente os transplantes. “Houve um aumento significativo na lista de espera para transplantes, em torno de 30%. Em todo o Brasil são mais de 51 mil pessoas que aguardam pelo procedimento. Por isso, vale reforçar a discussão e as orientações sobre o assunto”, destacou Luana ao mencionar que é um momento delicado para a família de quem perde um ente querido, porém, se ela está informada, consegue pensar com mais serenidade e fazer a vontade do doador.
Gesto de amor ao próximo
Um gesto nobre e que pode salvar e melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas. Um exemplo de quem reconhece a importância desse ato de amor é Gaetano Zorzi, de 67 anos. O munícipe de Ipiranga do Sul recorda como foi fazer a doação ainda em vida e ajudar o próprio irmão. “O Ermelindo não estava muito bem, fazia tratamento com hemodiálise e um dia ele me pediu: você doaria um rim? De pronto eu respondi: com certeza! Encaminhamos os papéis, realizei os exames necessários e a cirurgia foi um sucesso. Acredito que, quem concordar com a doação de órgãos, está estimulando o amor ao próximo e a manutenção da vida”, declarou Gaetano.
Poderemos estar na fila por um transplante
A psicóloga que atua no Santa Terezinha reforçou, ainda, que é preciso lembrar da possibilidade de um dia estarmos na fila de espera por um órgão. “Pensem sobre isso e conversem com os familiares. Outro aspecto importante é que trata-se de um processo muito seguro, que segue normas rígidas e específicas no País”, acrescentou.
Além do movimento promovido ontem, diversas outras ações, tais como palestras voltadas à doação de órgãos e tecidos, tem espaço permanente durante todo o ano no hospital.