A área de abrangência da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) de Erechim, que corresponde 33 municípios, apresenta um cenário mais favorável em relação aos casos de dengue. De acordo com a atualização do Boletim Informativo - Dengue/Arboviroses, publicado na sexta-feira (7), pela equipe da Vigilância Ambiental, a R16 está há sete semanas sem registrar confirmações e atualmente, 33 estão em investigação.
Desde o início de 2022, foram registrados 2.936 casos suspeitos, sendo 1.274 casos confirmados, 1.489 descartados e 140 inconclusivos até o momento. Ao todo foram 51 hospitalizações na região por complicações causadas pela doença e 1 óbito.
Os indicadores apontaram, ainda, que no mesmo período foram notificados 31 casos suspeitos de dengue em gestantes, sendo 10 confirmados.
A bióloga, Cláudia Santin Zanchett, destaca que vale o alerta para esse público, considerando os riscos de complicações tanto para a mãe como para o bebê. “Sempre fizemos o questionamento: e se você o Zika Vírus? Por isso sempre chamamos a atenção do serviço de saúde para essa questão de quantas gestantes foram contaminadas, pois agora temos a circulação de dengue, mas, e se tivermos concomitantemente o Zika? Por isso se faz necessário um olhar ampliado, especialmente às futuras mamães”, orienta Cláudia.
Acompanhamento
Segundo a bióloga, as ações de prevenção ao mosquito Aedes aegypti estão sendo intensificadas na região. “A partir da próxima semana inicia o trabalho do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti – LIRAa - em todos os municípios, para acompanharmos o nível de infestação por Aedes. A previsão é que no início de novembro seja publicado o Boletim do LIRAa, com os dados obtidos”, pontua.
Cuidados permanentes
Vale o alerta redobrado para que toda população cuide seus terrenos e não permita a existência de espaços onde o Aedes possa se proliferar, a exemplo de pratinhos de vasos com plantas, pneus, reservatórios improvisados de água da chuva, além de todo e qualquer local que contenha água parada.
