Na quinta-feira (13), a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul divulgou um comunicado em que reforça o apelo diante da baixa procura pela vacina contra a poliomielite.
A cobertura vacinal da campanha contra a pólio que está acontecendo no Brasil é de 63% das crianças entre 1 e 5 anos, ou seja, muito abaixo da meta do Ministério da Saúde, que é de 95%. Diante deste quadro, a entidade recomenda que os pais atentem para a imunização dos filhos, que é totalmente gratuita e segura. “O Brasil é considerado de alto risco de retorno de uma doença totalmente evitável com vacinas. A única estratégia que existe é a utilização de vacinas. Um dos fatores importantes que nos colocam em risco é a baixa cobertura vacinal. É uma doença muito séria e que deixa muitas complicações. O recado é de alerta para população", afirmou o médico e membro do Comitê de Infectologia da SPRS, Juarez Cunha.
A campanha incentiva a vacinação em crianças de um a quatro anos, independente da situação vacinal.
Em Erechim, a coordenadora de imunizações da Secretaria de Saúde de Erechim, a enfermeira Ana Paula Zaions, informa que após a segunda prorrogação da campanha de vacinação contra a pólio, o município registra o indicador de 94,83% das crianças de 1 a 4 anos vacinadas. “Entende-se com isso, que talvez a sociedade atual não reconheça a gravidade da doença e por isso postergue e até negligencie a vacinação oportuna, considerando que este agravo seja apenas uma lenda”, comenta.
Ela recorda que o Calendário Nacional de Vacinação Brasileiro, quando instituído, em 1977, incluía quatro vacinas: a BCG, Poliomielite, Tríplice bacteriana e Sarampo. “Hoje, 45 anos após, temos mais de 20 vacinas preconizadas no calendário infantil. Por meio dessa atividade estratégica de vacinação, desde a década de 90, muitas doenças infectocontagiosas foram erradicadas. No entanto, o que se percebe atualmente é o ressurgimento de algumas enfermidades imunopreveníveis no mundo e no Brasil. Este fato pode estar relacionado com as dificuldades da adesão oportuna aos esquemas vacinais completos”, observa Ana Paula ao enaltecer que é necessário o esclarecimento de que as doenças só permanecerão erradicadas se as metas vacinais forem atingidas na coletividade.
Contra o Coronavírus
Em relação à vacinação contra a covid-19 em crianças, a enfermeira assinala que a campanha tem se mantido constante e em ascensão, mas ainda restam crianças sem a proteção oferecida por meio da vacina. “Sabe-se que entre um público com muitos vacinados os mais vulneráveis são os que não receberam a vacina. Frente a esse pressuposto, as equipes da atenção básica de Erechim seguem com os esclarecimentos e operacionalizações em salas de vacinas e em campanhas organizadas pela Secretaria de Saúde”, acrescenta.
Vacine-se!
A vacinação acontece de segunda a sexta-feira em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), das 8h às 11h e das 13h às 16h30, lembrando que a vacina também é realizada das 8h às 18h, sem fechar ao meio dia.
Todas as crianças de 1 a 4 anos devem ser vacinadas com a vacina oral contra a poliomielite mesmo que já tenham sido imunizadas anteriormente contra a doença. Já as menores de um ano de idade, que fazem vacina injetável, só precisam comparecer se estiverem com as doses contra a pólio em atraso.
A campanha de multivacinação serve para que todas as crianças e adolescentes de menos de 15 anos coloquem as vacinas em dia.
Campanha
O Rio Grande do Sul prorrogou a campanha de vacinação contra a poliomielite e multivacinação até 22 de outubro. O Estado imunizou pouco mais de 60% do público-alvo. A extensão do prazo beneficia crianças de 1 a 4 anos contra a pólio e crianças e adolescentes menores de 15 anos que precisam atualizar a caderneta de imunização.