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Saúde

Especialista de Erechim tem trabalho selecionado em congresso nacional

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Estudo de Fabio Paiz, co-autoria de Clovis Klock e apresentação da acadêmica Rafaela P. Pagnoncelli
Por Da redação
Foto Divulgação

O XXIII Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, realizado entre os dias 03 e 05 deste mês, no Rio de Janeiro, contou com um trabalho originado integralmente no município de Erechim: ‘Epidemiological and molecular profile of non small cell lung cancer based on the expression of vegf, alk and pd-l1 in patients from a town in the of Rio Grande do Sul’. O estudo foi desenvolvido pelo cirurgião oncológico e professor de Medicina da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai - URI Erechim, Fabio Paiz, e contou com a co-autoria do patologista e diretor do Grupo Infolaudo e Medicina Diagnóstica, Dr. Clovis Klock, além da apresentação da acadêmica do 10° semestre de Medicina da URI, Rafaela Poliana Pagnoncelli.

O artigo foi selecionado pela comissão científica do evento e esteve junto a outros 107 expostos, sendo que, ao todo, 349 estiveram inscritos. Vale salientar que o estudo foi previamente autorizado pelo comitê de ética da URI.

Sobre a pesquisa

Conforme Fabio, foram analisados casos confirmados de câncer de pulmão não pequenas células, no período de 2017 a 2022, todos provenientes de Erechim. “Foram identificadas as mutações genéticas das expressões PD-L1, ALK e VEGF e a média de idade da população acometida pela doença foi de 69 anos, sendo 61% do sexo masculino e 39% do sexo feminino. O gene VEGF mostrou-se presente em 74,5% dos casos, sendo que em 34,5% dos pacientes ele apresentou mutação. Já o AlK estavam foi identificado em 11,1% dos casos. O biomarcador PD-L1 apresentou expressão de baixo grau em 52,2% e 47,8% de alto grau”, explica o médico ao acrescentar que, um paralelo foi traçado em relação à estudos publicados anteriormente e, embora a frequência das expressões PD-L1 e VEGF, além do grau de mutação, terem sido semelhantes, a frequência do gene ALK foi maior do que os dados nacionais já publicados.

O oncologista relata que, no mundo, o câncer de pulmão configura-se entre os principais em incidência, ocupando a primeira posição entre os homens e terceira posição entre as mulheres. Em 2018 os indicadores apontaram 1,37 milhão de casos novos em homens e 725 mil casos novos em mulheres e uma incidência que cresce 2% ao ano.

No Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), serão 30.200 novos casos para o triênio 2020-2022, sendo 17.760 em homens e 12.440 em mulheres. Apesar de ser um tipo frequente de tumor e de causar muitas mortes, o câncer de pulmão é uma doença evitável: 85% dos casos estão associados ao tabaco (Inca, 2019). “O tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Geralmente, os sintomas da doença aparecem apenas quando o quadro já está mais avançado”, pontua o especialista ao citar a importância desta pesquisa regional, pois a identificação das características moleculares e do grau de mutação da neoplasia analisada, auxilia a comunidade médica na escolha da melhor terapia a ser utilizada, além de maximizar seus benefícios.

O trabalho selecionado será publicado, inclusive, no periódico Brazilian Jornal of Oncology, volume 18, Suppl. 1 de 2022.

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