Do mesmo modo que o Estado, a região de Erechim, que compreende 33 municípios, registra um novo aumento de testagens e, também, de casos positivos para a covid-19.
O cenário reforça o alerta por parte dos profissionais de saúde. Da mesma forma, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) lançou na segunda-feira (21), um novo informe com recomendações, salientando a circulação da subvariante BQ.1 e identificação de outra subvariante da Ômicron, nomeada BE.9.
Em âmbito de País, o novo Boletim InfoGripe Fiocruz divulgado na sexta-feira (18), reforçou o crescimento dos casos de covid-19, que já corresponde a 47% dos resultados positivos para vírus respiratórios nas últimas quatro semanas. Com crescimento nas tendências de curto (últimas três semanas) e longo prazo (últimas seis semanas), esse indício está mais presente nas faixas etárias da população adulta.
Conforme o enfermeiro da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Rodrigo Vargas, a maioria dos pacientes apresenta sintomas leves, como: dor de cabeça, febre, entre outros sinais semelhantes à gripe, e, ainda, há casos assintomáticos. “Os municípios dispõem de testes e a orientação a toda comunidade é que, em caso de sintomas suspeitos ou contato com alguém que testou positivo, o ideal é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para obter orientações e verificar a conduta a ser seguida”, comenta.
Ao mesmo tempo, assinala Rodrigo, é essencial manter a atualização do esquema vacinal contra a doença e os protocolos como o uso de máscara em alguns casos, a exemplo da população com comorbidades, idosos, gestantes, e pessoas que apresentarem sintomas respiratórios, principalmente em locais públicos.
Na avaliação do profissional de saúde, a vacinação é um fator que contribui bastante para o não agravamento dos quadros a partir da infecção pelo vírus.
No Brasil
O pesquisador da Fiocruz, Marcelo Gomes, também reforça a importância da combinação de vacinação e uso de máscaras como ações de proteção. “A vacina é muito importante para diminuir o risco de agravamento, mas o seu papel é um pouco menor na transmissão. Por isso, é fundamental que a gente volte a utilizar boas máscaras em situações específicas, ou seja, em transporte público, locais fechados e situações com muita gente em um espaço relativamente pequeno. É vacina no braço e máscara no rosto”, defende o cientista.
Os dados apontam para crescimento dos casos positivos para Sars-CoV-2 (Covid-19), especialmente na população adulta. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de 10,3% para influenza A; 0,3% para influenza B; 24,2% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 47,0% Sars-CoV-2.
Estado
A equipe de vigilância genômica do Cevs realizou, nas últimas semanas, o sequenciamento genético de 100 amostras positivas para covid-19, coletadas entre setembro e novembro em todas as regiões do Rio Grande do Sul. Das amostras coletas em novembro (57 do total), 70% delas deram positivo para BQ.1. Das amostras de outubro, 3% foram correspondentes a essa subvariante.
A subvariante BE.9 foi identificada inicialmente no Amazonas. Ela apresenta um conjunto de mutações semelhantes a BQ.1 e também está relacionada a uma maior transmissibilidade. No Rio Grande do Sul, foi detectada na amostra de um homem residente de Gramado, que tomou apenas duas doses da vacina contra a covid-19, mas não os reforços. “A rápida disseminação da BQ.1 e seu predomínio confirma o alerta emitido semanas atrás após a detecção do primeiro caso no estado. Devido a maior transmissibilidade dessa subvariante, tem se observado um aumento dos casos de covid-19 em todo o território gaúcho”, disse o coordenador da Vigilância Genômica no Cevs, Richard Steiner Salvato.
Recomendações:
- Atualização do status vacinal da população não vacinada ou com esquema vacinal incompleto para sua faixa etária;
- Utilização de máscara: Indivíduos imunocomprometidos, idosos e com comorbidades, em locais fechados ou pouco ventilados com grande concentração de pessoas, por serem mais suscetíveis a desenvolver casos graves quando infectados pelo Sar Cov-2;
- Indivíduos sintomáticos respiratórios para evitar a transmissão do quadro clínico;
- Contactantes domiciliares assintomáticos de casos confirmados de Covid-19;
- Indivíduos, principalmente aqueles com maior vulnerabilidade, que apresentarem sintomas compatíveis com síndrome gripal deverão procurar assistência médica para confirmação diagnóstica e monitoramento;
- Os casos confirmados de covid-19 deverão manter-se afastados por um período máximo de sete dias ou por cinco dias com teste negativo para Sar Cov-2;
- Intensificar a testagem, por meio do Teste Rápido de Antígeno, dos casos suspeitos de covid-19.