As perdas auditivas estão cada vez mais presentes na sociedade. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas com idades entre 12 e 35 anos de idade correm o risco de perder a audição. As principais causas incluem à exposição prolongada e excessiva a música alta e a outros sons recreativos. Além disso, fatores relacionados a saúde também podem desencadear problemas.
A fonoaudióloga Liliane Xavier Lazaroto da Clínica MD Fonoaudiologia e Centro auditivo Som e Vida de Erechim, explica como as perdas auditivas podem ser classificadas: “Caracterizamos quanto ao grau e ao tipo, e é pelo local da lesão na orelha externa, média ou interna que são classificadas. De leve a profundo, caracterizamos o grau e condutiva, mista e neurossensorial o tipo”, afirma.
Tipos de perdas auditivas
Segundo a especialista, o tipo mais comum de perda auditiva é a neurossensorial, que ocorre quando o nervo auditivo e as células são danificadas na orelha interna, afetando o caminho do som até o cérebro. Existem também a perda condutiva e a mista. A condutiva é quando afeta principalmente orelha externa (ex: causadas por rolha de cerúmen, corpo estranho no canal auditivo, otites, entre outros.) e a mista é quando afeta a orelha média e orelha interna. Lembrando, que sempre mediante qualquer suspeita de perda de audição, deve-se em primeiro lugar consultar um médico Otorrinolaringologista”, orienta.
Sintomas
O Ministério da Saúde alerta que a perda auditiva, na maioria dos casos é progressiva e muitas vezes demoram para serem percebidas. Para sua identificação é necessário ficar atento para alguns sinais que o corpo emite. Entre os principais sintomas, Liliane observa:
“Os mais comuns são: costuma pedir aos outros que repitam o que foi dito, usando a frase: eu escuto mais não entendo; ao assistir TV o volume está sempre “alto” em relação aos outros ouvintes; sente muita dificuldade para entender as conversas em lugares mais barulhentos, como restaurantes, por exemplo. No geral, as dificuldades em escutar e entender mulheres e crianças é pior. Vive achando e relatando que as pessoas estão cochichando ou murmurando, que não falam com clareza; tem dificuldades de escutar e entender quando fala ao telefone; evita situações de convívio social que antes eram agradáveis e prazerosas, como por exemplo: ir em reuniões familiares, festas de aniversário, etc. Sente seu ouvido apitar, chiar, zoar e geralmente outras pessoas dizem que você está escutando pouco”, destaca.
Como funciona o tratamento?
Para realizar o tratamento, o primeiro passo é agendar uma consulta com o Otorrinolaringologista, profissional este, capacitado e especializado na área da audição. “Se você desconfia que possui perda de audição deve procurar esse especialista. Ele irá realizar todos os exames clínicos e encaminhar para um profissional fonoaudiólogo, para realizar os exames auditivos necessários. Os especialistas recomendam que a perda auditiva seja tratada o quanto antes”, frisa.
Aparelhos auditivos
Além de identificar os sintomas e procurar um especialista de confiança na área, existem os aparelhos auditivos que auxiliam muito no processo, quando indicados. “As próteses auditivas auxiliam de uma maneira fantástica. E isso é essencial para a melhora da qualidade de vida. Os últimos estudos e pesquisas relacionaram as perdas auditivas como incapacitantes ao ser humano, originando uma série de problemas, como: depressão, ansiedade, irritabilidade, aumento de risco de quedas (pela tontura e desequilíbrio) e principalmente vir a desenvolver demência. Ouvir bem é sinônimo de qualidade de vida”, pontua.
Equipamentos confiáveis
Em Erechim, a Clínica MD Fonoaudiologia e Centro auditivo Som e Vida, dispõe dos melhores equipamentos para auxiliar as pessoas que possuem problemas auditivos. Liliane revela, que há aparelhos para todos os casos passiveis de protetização. “Hoje trabalhamos com a linha de aparelhos da marca REXTON, onde dispomos de todos os modelos e tamanhos. Com uso de baterias ou sem (recarregáveis). Para perdas das mais leves até as mais profundas, para tratamento de zumbido e perdas auditivas unilaterais ou bilaterais de todos os graus”, afirma.
Cuidados para quem usa aparelhos
Para as pessoas que utilizam aparelhos auditivos é preciso levar em consideração que cada pessoa é única e possui suas necessidades auditivas em particular. “Assim como cada ser é único, as necessidades também são. Os aparelhos auditivos devem ser corretamente selecionados, programados e adequados para o problema particular de cada indivíduo, resumindo: personalizados para as necessidades auditivas de cada paciente. Todo paciente necessita e precisa após a colocação adequada de suas próteses ter o acompanhamento necessário à sua correta adaptação”, diz.
Papel do fonoaudiólogo
Conforme explica Liliane, o papel do fonoaudiólogo é ter o cuidado e acompanhar o paciente em sua adaptação e em todo processo de vida útil das próteses. “Este é o papel fundamental do profissional em seu acompanhamento com o paciente. Orientações teóricas e treinamento prático não podem faltar. O reforço destas orientações junto aos familiares e acompanhantes, retornos sempre agendados e sempre feito com profissionais especializados, irão garantir um tratamento adequado e uma melhor qualidade de vida”, conclui Liliane Xavier Lazaroto da Clínica MD Fonoaudiologia e Centro Auditivo Som e Vida de Erechim.