A ansiedade é uma emoção universal, inerente à vida humana. Ela serve para nos alertar para situações que nosso cérebro entende como perigosas e ameaçadoras e preparar nosso corpo para fugir ou lutar. Acontece que esse mecanismo causa inúmeros sintomas físicos.
Começa com discreto frio na barriga, que vai ganhando força e faz disparar o coração. No entanto, nem todo mundo que sofre de ansiedade vai ter as mesmas sensações e sintomas físicos. Isso pode variar muito de pessoa para pessoa. Mas reconhecer as reações ajuda a entender o que está acontecendo no momento de uma crise.
Os efeitos da ansiedade no corpo podem incluir:
- sensação de agitação no estômago
- tontura
- inquietação (dificuldade de ficar parado)
- dores de cabeça, nas costas ou outras dores
- respiração mais rápida
- batimento cardíaco rápido, acelerado ou irregular
- dor no peito
- espasmos musculares
- sudorese ou ondas de calor
- problemas de sono
- ranger os dentes, especialmente à noite
- náusea
- tremores
- formigamento
- intestino solto
Sintomas psicológicos
É claro que não só o corpo é afetado. A ansiedade perturba diretamente o psicológico da pessoa. Entre os efeitos mais comuns na mente, estão:
preocupação excessiva
ver perigo em situações cotidianas
medos ilógicos
pensamentos obsessivos
sensação de nervosismo
insônia
O reflexo na saúde
Alguns estudos sugerem que sentir ansiedade pode aumentar o risco de desenvolver certos problemas de saúde física a longo prazo, incluindo diabetes, úlceras estomacais e problemas cardíacos. Além disso, ela pode piorar os sintomas de outras condições de saúde, coo a síndrome do intestino irritável, um distúrbio gastrointestinal.
Como gerenciar os sintomas de ansiedade?
Parece algo simples demais para funcionar, mas a respiração é uma ferramenta que estará ao alcance de qualquer um durante uma crise de ansiedade. E ela realmente funciona como um calmante.
A respiração profunda estimula a troca total de oxigênio – isto é, a troca benéfica entre o oxigênio que entra e dióxido de carbono que sai das narinas. Isso faz com que os batimentos cardíacos desacelerem e a pressão arterial se estabilize.
Essa dica pode auxiliar em momentos pontuais, mas não dispensa a avaliação de um profissional da área da saúde. A primeira linha de tratamento a ser considerada é psicoterapia com psicólogo de abordagem cognitivo-comportamental. Em casos de pacientes mais graves, recomenda-se acompanhamento com psiquiatra concomitante à terapia.